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Artigos Empório do Direito – Delegado, promotor e juiz não protegem de tudo: sobre os limites das medidas de proteção aplicadas pelo sistema judicial

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ARTIGO

Delegado, promotor e juiz não protegem de tudo: sobre os limites das medidas de proteção aplicadas pelo sistema judicial

O artigo aborda a discussão dos limites das intervenções de profissionais do sistema judicial, como delegados, promotores e juízes, em relação às medidas de proteção, especialmente no âmbito familiar. Os autores, Maíra Marchi Gomes e Ítalo Roberto Nunes de Oliveira, questionam se essas autoridades podem interferir nas decisões de profissionais de saúde mental, como psicólogos, ao fiscalizar o cumprimento de encaminhamentos e medidas protetivas, o que pode resultar em sanções e na violação da ...

Maíra Marchi Gomes
21 out. 2017 16 acessos
Delegado, promotor e juiz não protegem de tudo: sobre os limites das medidas de proteção aplicadas pelo sistema judicial

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda os limites das medidas de proteção no sistema judicial, enfatizando a responsabilidade social e os desafios enfrentados por profissionais do direito, como delegados, promotores e juízes, ao buscarem a proteção de indivíduos em situações vulneráveis.

Os autores discutem a questão da supervisão e fiscalização das orientações de psicólogos, levantando preocupações éticas sobre a imposição de deveres aos indivíduos, onde o não cumprimento de encaminhamentos pode levar a sanções severas, como a destituição do poder familiar. Além disso, é abordada a importância da devolutiva na avaliação psicológica, destacando que a comunicação clara e o entendimento mútuo são essenciais para o sucesso do tratamento e a proteção dos direitos dos avaliados.

Existe também uma crítica à tendência de alguns psicólogos de buscarem apoio judicial para validar suas expectativas sobre o atendimento dos encaminhamentos, levantando a questão da autonomia do indivíduo frente às intervenções propostas. Por fim, o artigo defende que a ética profissional deve guiar as ações dos psicólogos e do sistema judicial, evitando qualquer exploração ou engano nas relações de ajuda.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Delegado, promotor e juiz não protegem de tudo: sobre os limites das medidas de proteção aplicadas pelo sistema judicial" por Maíra Marchi Gomes e Ítalo Roberto Nunes de Oliveira.

  • Responsabilidade social na contemporaneidade: Reflexão sobre a crescente importância da responsabilidade social nas relações jurídicas e seus limites.
  • Limites da atuação de profissionais do direito: Discussão sobre os limites éticos e técnicos da atuação de policiais, promotores e juízes nas medidas protetivas.
  • Competência do Conselho Tutelar: Análise sobre a responsabilidade do Conselho Tutelar em relação às orientações e encaminhamentos psicológicos.
  • Implicações do descumprimento de medidas protetivas: Reflexão sobre como o descumprimento de orientações pode levar a sanções e a sua relação com os direitos dos indivíduos.
  • Autonomia do indivíduo: A importância de respeitar a autonomia dos sujeitos em relação ao atendimento de orientações dadas por psicólogos e autoridades judiciais.
  • Devolutiva em avaliações psicológicas: A relevância da devolutiva como parte do processo de avaliação psicológica e como isso afeta o tratamento de casos intrafamiliares.
  • Eticidade na atuação dos psicólogos: A necessidade de os psicólogos serem cautelosos em suas expectativas quanto à fiscalização de seus encaminhamentos.
  • Procedimentos éticos para contextos jurídicos: A importância de se estabelecer práticas éticas adequadas para a atuação de psicólogos em situações jurídicas específicas.
  • Risco de choques éticos: Discussão sobre os riscos associados ao uso de medidas coercitivas para assegurar o cumprimento de encaminhamentos psicológicos.
  • Preocupações éticas no atendimento: A chamada à reflexão sobre o papel que os profissionais do direito e da psicologia devem desempenhar na proteção e bem-estar dos indivíduos.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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