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Artigos Empório do Direito – Quando um tapinha dói: sobre violências física contra crianças e adolescentes

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ARTIGO

Quando um tapinha dói: sobre violências física contra crianças e adolescentes

O artigo aborda a violência física contra crianças e adolescentes, questionando a legitimidade de castigos físicos como métodos educacionais. A autora, Maíra Marchi Gomes, discute as justifications comuns para essa prática, revelando um retrato social que normaliza a violência sob a perspectiva de educação e cuidado, enquanto propõe a reflexão sobre os impactos psicológicos e sociais dessa abordagem. A obra critica a hipocrisia daqueles que a justificam como necessária para o "bem" dos jovens...

Maíra Marchi Gomes
01 jun. 2015 16 acessos
Quando um tapinha dói: sobre violências física contra crianças e adolescentes

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda questões fundamentais relacionadas à violência física contra crianças e adolescentes, focalizando o impacto dos castigos físicos sob a lógica da educação e cuidados.

O texto explora a ideologia que permeia a justificativa dos "corretivos físicos", revelando como essas práticas são defendidas com argumentos que desconsideram o dano psíquico e físico infligido aos jovens. Também investiga como a violência é perpetuada sob a máscara de responsabilidade e educação, expondo a hipocrisia de quem a exerce. Além disso, a autora utiliza perspectivas históricas para entender a evolução do conceito de infância e adolescência, apontando a confusão entre educação e violência dentro do contexto contemporâneo. A análise se estende à construção social da figura do adulto e do adolescente, discutindo as expectativas e pressões que moldam esses papéis, bem como o paradoxo que impede o pleno reconhecimento do adolescente como um ser capaz, mas ainda não completamente incluído na vida adulta.

A relação entre a violência física e a construção da identidade, os impactos psicológicos e as marcas duradouras que esses atos podem deixar nos jovens são também enfatizados, sugerindo um olhar crítico sobre as raízes da violência. Por fim, a autora sugere a necessidade de conscientização e uma reflexão mais profunda sobre os direitos das crianças e adolescentes, à luz das mais recentes legislações que buscam proteger essa população das violências, tanto físicas quanto psicológicas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Quando um tapinha dói: sobre violências físicas contra crianças e adolescentes" por Maíra Marchi Gomes.

  • Violência física como método educativo: Discussão sobre a ideia de que castigos físicos podem ser benéficos para a educação de crianças e adolescentes, trazendo argumentos comuns dos defensores dessa prática.
  • Crítica à hipocrisia dos defensores de correções físicas: Análise do que realmente motiva os que defendem o uso de violência como correção, com questionamentos sobre a verdadeira intenção por trás desses atos.
  • A identidade do violentador: Reflexão sobre o "impostor" que se utiliza da violência sob o disfarce de educador, manipulando concepções sociais sobre o que significa educar e disciplinar.
  • Impactos da cultura de violência: A análise de como a sociedade normaliza a violência física e a influencia na forma como cuidadores interagem com crianças e adolescentes.
  • Desigualdades entre crianças, adolescentes e adultos: Discussão sobre a percepção da infância e adolescência na sociedade, e como essas percepções influenciam o tratamento recebido por essas faixas etárias.
  • Legislação e avanços na proteção infantil: Reflexão sobre a importância de legislações, como o Estatuto da Criança e do Adolescente, que proíbem o uso de castigos físicos e promovem a educação sem violência.
  • A difícil transição para a adultez: Análise sobre a moratória da adolescência que impede uma passagem adequada para a vida adulta, destacando os conflitos contemporâneos que envolvem essa fase de desenvolvimento.
  • Psicologia da violência e suas repercussões: Discussão sobre as implicações psicológicas tanto para os agressores quanto para os agredidos, abordando o impacto da violência física na saúde mental e na formação da identidade.
  • Frágil demarcação entre o amor e o ódio: Reflexão crítica sobre a romantização de sentimentos, questionando se a violência pode surgir de um amor distorcido que se confunde com descontrole emocional.
  • Educação sem violência: Propostas para uma educação que não se baseie no medo, destacando a importância de alternativas construtivas e respeitosas na relação com crianças e adolescentes.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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