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Artigos Empório do Direito – De toga ou jaleco?: internação compulsória e a confusão entre avaliar e julgar

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ARTIGO

De toga ou jaleco?: internação compulsória e a confusão entre avaliar e julgar

O artigo aborda a complexidade da internação compulsória no contexto da saúde mental, destacando a confusão entre as funções de avaliação e julgamento por parte de profissionais do direito e da saúde. A autora, Maíra Marchi Gomes, critica a atuação do judiciário na determinação de internações, enfatizando que essa decisão deve ser baseada em avaliações adequadas de saúde, não em julgamentos. Além disso, discute a influência política e econômica que envolve o sistema de saúde e a necessidade d...

Maíra Marchi Gomes
01 fev. 2016 20 acessos 4,0 (1 avaliações)
De toga ou jaleco?: internação compulsória e a confusão entre avaliar e julgar
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a relação entre a avaliação psicológica e o papel do magistrado na determinação de internações compulsórias, destacando a confusão entre avaliar e julgar.

A autora, Maíra Marchi Gomes, inicia com uma reflexão sobre a legitimidade da psicologia nas decisões judiciais, ressaltando a importância da avaliação profissional no contexto de saúde mental. Ela critica a Lei 12.842/2013, que poderia ter restringido a responsabilidade diagnóstica ao médico, o que potencialmente marginalizaria outras áreas da saúde. Em seguida, discorre sobre as internações compulsórias conforme a Lei 10.216/2001, apontando a simplicidade com que a legislação trata a questão da avaliação e os riscos envolvidos em permitir que juízes decidam sobre internações baseados em avaliações que não são de sua competência.

A autora também menciona a pressão sobre o sistema de saúde e a influência da medicina na dinâmica das internações, questionando a lógica por trás de decisões judiciais que envolvem tratamentos involuntários, diferenciando entre avaliação e julgamento. Por fim, ela menciona a existência de práticas de Justiça Terapêutica e a possibilidade de apoio à intervenção involuntária pela psicanálise, mas alerta sobre a predominância do discurso jurídico sobre o diagnóstico de saúde, destacando a necessidade de uma discussão mais ampla sobre a autonomia das profissões de saúde.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "De toga ou jaleco?: internação compulsória e a confusão entre avaliar e julgar" por Maíra Marchi Gomes.

  • Legitimidade da Psicologia: Discussão sobre a necessidade de justificar o papel da psicologia em decisões judiciais, especialmente em relação a avaliações psicológicas e seu impacto em internações compulsórias.
  • Internação Compulsória: Análise da Lei 10.216/2001 que regulamenta as internações compulsórias, incluindo quem pode determinar essa medida e as implicações dessa decisão.
  • Críticas à Hegemonia Médica: Reflexão sobre a dominância do médico nas decisões sobre saúde mental, considerando as implicações para outros profissionais de saúde.
  • Indústria de Internações: Exploração dos interesses financeiros envolvidos na internação, mencionando tanto instituições quanto a indústria farmacêutica.
  • Papel do Judiciário: Discussão sobre a atuação do poder judiciário na determinação de internações e a confusão entre avaliar e julgar a saúde mental de indivíduos.
  • Justiça Terapêutica: Análise crítica das práticas de Justiça Terapêutica e como elas se relacionam com o tratamento involuntário e a função da Justiça.
  • Posições Favoráveis ao Tratamento Involuntário: Referências a abordagens psicanalíticas que possam apoiar a intervenção involuntária em saúde, mas questionando a autoridade do profissional do direito frente ao diagnóstico médico.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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