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Artigos Conjur – Consultar o processo eletrônico significa ciência de ato processual?

ARTIGO

Consultar o processo eletrônico significa ciência de ato processual?

O artigo aborda a transição do acesso aos processos judiciais do formato analógico para o eletrônico, discutindo se a consulta aos autos eletrônicos antes da formalização de atos processuais conta como ciência do ato. O autor, Alexandre Morais da Rosa, destaca a importância da boa-fé objetiva no contexto jurídico, enfatizando que a consulta aos autos implica em autovinculação e início do prazo legal, prevenindo comportamentos oportunistas das partes. A análise é respaldada por decisões judici...

Alexandre Morais da Rosa
08 nov. 2024 28 acessos 5,0 (2 avaliações)
Consultar o processo eletrônico significa ciência de ato processual?

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a transição do acesso aos processos judiciais do formato analógico para o eletrônico e suas implicações na contagem de prazos processuais.

Discute-se a ampliação das formas de acesso aos autos processos, que agora permite consultas remotas, suscetíveis a comportamentos oportunistas de partes e procuradores que buscam vantagens competitivas através da ciência antecipada de atos processuais. Explora-se a importância da boa-fé objetiva, conforme estipulado pelo Código de Processo Civil, que orienta a atuação ética dos profissionais do direito, envolvendo deveres de conformidade e accountability no processo. A discussão aborda também como a boa-fé objetiva garante a lisura processual, apontando para proibições de comportamentos contraditórios e a necessidade de cooperação processual.

O autor argumenta que a consulta aos autos eletrônicos equivale a uma intimação ou citação, gerando o marco inicial para a contagem de prazos processuais, com exemplos práticos de julgados em que os registros de acesso (logs) às informações nos autos têm implicações significativas nas decisões judiciais. Por fim, enfatiza que o acesso e ciência de atos processuais pendentes por parte do procurador não deve resultar em uma vantagem desleal, reafirmando a responsabilidade ética no exercício do direito.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Consultar o processo eletrônico significa ciência de ato processual?" de Alexandre Morais da Rosa.

  • A evolução do acesso ao processo: Análise sobre a transição do acesso analógico para digital e as implicações dessa mudança para a consulta de atos processuais.
  • Ciência dos atos processuais: Discussão sobre se a consulta aos autos eletrônicos antes da formalização das intimações conta como marco inicial para a contagem de prazos processuais.
  • Princípio da boa-fé objetiva: Explicação sobre a importância da boa-fé no direito processual, destacando os deveres éticos do comportamento das partes conforme o CPC, artigo 5º.
  • Deveres de conformidade (compliance): A relação entre a boa-fé, a ética e os deveres que emergem da necessidade de conformidade processual e transparência.
  • Consequências da consulta aos autos: Interpretação sobre como o acesso voluntário aos atos processuais se configura como uma autovinculação ao efeito do ato pendente, já que indica ciência da parte.
  • Julgados relevantes: Análises de decisões do Tribunal de Justiça de Santa Catarina que ilustram a aplicação da boa-fé e as implicações de acessos anteriores aos autos por parte dos procuradores.
  • Aspectos práticos no contexto digital: Reflexões finais sobre como o acesso digital aos documentos deve ser visto como um ato de responsabilidade, evitando práticas oportunistas e assegurando a integridade do processo judicial.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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