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Artigos Conjur – Rosa e Moreira: A (in)validade da investigação de ofício do STF

ARTIGO

Rosa e Moreira: A (in)validade da investigação de ofício do STF

O artigo aborda a questão da investigação de ofício pelo Supremo Tribunal Federal (STF), destacando a validade e os aspectos legais do Inquérito 4781. Os autores, Alexandre Morais da Rosa e Rômulo de Andrade Moreira, defendem a legitimidade dessa prática, apesar de reconhecerem objeções constitucionais, enquanto analisam as implicações do Regimento Interno do STF e as mudanças no Código de Processo Penal ao longo do tempo. A discussão é centrada na crítica ao modelo atual e à função do juiz n...

Alexandre Morais da Rosa, Rômulo Moreira
09 jun. 2020 13 acessos
Rosa e Moreira: A (in)validade da investigação de ofício do STF

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda questões fundamentais sobre a investigação de ofício pelo Supremo Tribunal Federal (STF), enfocando a legitimidade e a legalidade do Inquérito 4781, que permite ao STF abrir investigações sem requerimento prévio.

Os autores discutem os fundamentos contidos no Regimento Interno do STF e as implicações históricas de tal prática, destacando sua origem durante o regime militar e a crítica a um modelo processual de natureza inquisitorial. A análise abrange o papel do Ministério Público como competente para instaurar investigações, reafirmando a necessidade de observar o princípio acusatório e a proibição de iniciativas persecutórias de ofício por juízes. Embora sejam reconhecidos mecanismos legais para prevenir atos atentatórios à justiça, argumenta-se que a atuação do STF nesse contexto pode abrir precedentes preocupantes para a autonomia do judiciário e do Ministério Público.

O texto menciona ainda a recente inclusão de dispositivos no Código de Processo Penal que reforçam esses princípios e a necessidade de um controle adequado da atuação dos órgãos judicial e ministerial. Por fim, os autores apresentam uma hipótese sobre possíveis desdobramentos do assunto, sugerindo que o STF pode declarar a validade da investigação e estabelecer condições específicas para seu trâmite futuro.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Antes e depois da (in)validade da investigação de ofício do STF", escrito por Alexandre Morais da Rosa e Rômulo de Andrade Moreira.

  • Investigação de Ofício pelo STF: Discussão sobre a validade do Inquérito 4781 e os princípios legais e constitucionais que o sustentam.
  • Regimento Interno do STF: Análise das disposições do RISTF que permitem a investigação de ofício, destacando seu histórico e origem em contextos de exceção.
  • Mudanças na Lei Penal: Exame das alterações recentes no Código de Processo Penal que restringem a iniciativa investigativa de juízes e tribunais.
  • Princípio da Ação Penal: Reflexão sobre a função do Ministério Público como titular da ação penal pública, em contraste com a atuação do juiz.
  • Compensação da Atuação do MP: Debate sobre a responsabilização do Ministério Público e os mecanismos para garantir a eficácia da atuação judicial.
  • Consequências da Atuação Judiciária: Considerações sobre as implicações de um juiz atuar como investigador e a importância de preservar a separação de funções.
  • Hiperresponsabilização judicial: Questões sobre o perigo da judicialização excessiva e a necessidade de resguardar a dignidade do processo judicial.
  • Propostas e Expectativas: Hipóteses sobre possíveis decisões do STF em relação à investigação de ofício, incluindo a constituição da investigação e a atuação do procurador-geral.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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