Por uma política criminal universal – por paulo silas taporosky filho
O artigo aborda a crítica à internacionalização do Direito Penal, discutindo a relação complexa entre o Direito Penal e o Direito Internacional. Paulo Silas Taporosky Filho analisa a necessidade de uma política criminal universal, destacando os desafios da justiça penal internacional e propondo um novo modelo que priorize a proteção dos direitos humanos, superando a visão meramente repressiva.

O artigo aborda uma crítica à estrutura da justiça penal internacional, destacando a necessidade de uma política criminal universal. Primeiramente, o autor diferencia entre “Direito Internacional Penal” e “Direito Penal Internacional”, ressaltando a relevância das definições conceituais.
Em seguida, questiona as características, finalidades e práticas desse sistema, apontando a complexidade da sua aplicação e as limitações impostas à justiça penal internacional, que se tornou mais coesa após a Guerra Fria. O autor critica a abordagem repressiva que predomina nos tribunais penais internacionais, que, ao invés de efetivar a proteção dos direitos humanos, promove uma violência simbólica. A noção de um Direito Penal do Inimigo é apresentada como um resultado problemático dessa lógica. Em contrapartida, o autor sugere um novo modelo que incorpora uma perspectiva de reconhecimento e resolução de conflitos, promovendo diálogos com o Conselho de Direitos Humanos da ONU.
Ele propõe tanto perspectivas limitadoras que asseguram direitos humanos e autonomia judicial, quanto cinco propostas de política criminal prospectiva que incluem a coleta de informações sobre direitos humanos, a reeducação social, a valorização da dignidade individual, e a reparação de danos. A obra instiga a reflexão e o estudo aprofundado sobre a efetivação de uma justiça penal internacional mais justa e inclusiva.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Por uma política criminal universal" por Paulo Silas Taporosky Filho.
- Crítica aos tribunais penais internacionais: Análise da eficácia e das falhas dos tribunais penais internacionais na proteção dos direitos humanos.
- Diferenciação entre Direito Internacional Penal e Direito Penal Internacional: Explicação das distinções conceituais e práticas entre essas duas áreas do direito.
- Evolução da justiça penal internacional: Discussão sobre o marco temporal a partir do fim da Guerra Fria e suas implicações na estruturação da justiça penal internacional.
- Paradoxo da proteção dos direitos humanos: Crítica ao uso de instrumentos punitivos para a proteção dos direitos humanos, gerando uma contradição nas finalidades da justiça penal.
- Direito Penal do Inimigo: Exploração das consequências de uma justiça penal que se baseia única e exclusivamente em medidas repressivas.
- Proposta de um novo modelo de atuação: Sugestões para a reestruturação da justiça penal internacional, enfatizando a necessidade de uma política criminal universal.
- Perspectivas limitadoras e prospectivas: Abordagem das determinações que devem ser consideradas no plano repressivo e das perspectivas que devem nortear as futuras ações dos tribunais penais internacionais.
- Política pedagógica, psicoassistencial e reparatória: Discussão sobre as diferentes políticas que podem ser implementadas para garantir uma abordagem mais humana e efetiva na justiça penal internacional.
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