A investigação defensiva, instrumentada
O advogado criminalista pode colher elementos de convicção por conta própria. Reunimos as ferramentas que dão método e segurança a esse trabalho: onde procurar, como impedir que a prova suma e como documentar a sua integridade. Tudo com o fundamento à mão e sem o dado do caso sair do seu navegador.
Dez instrumentos, um fluxo
Nove resolvem uma etapa da diligência; use na ordem ou direto no que precisa agora. O décimo, o glossário, atravessa todos: ele explica os termos técnicos que aparecem nos outros nove.
Hash, porta lógica, extração, metadados: o que cada termo é, por que importa na sua peça e qual a armadilha comum de leitura. Aberto a todos, e ligado por dentro das ferramentas.
Cole a transcrição do depoimento e receba a leitura técnica: contradições lado a lado, pontos verificáveis que viram diligência e fatores de risco de memória. Em construção, aberta a pedidos de teste.
O mapa das fontes públicas por pergunta: histórico processual, servidores, vínculos, contexto do local. Com os limites legais de cada uma e o que não existe.
Monte o grafo das ligações que você apurou entre pessoas, empresas, endereços e contas, com fonte e data em cada vínculo, e gere o relatório de diligência. Em construção.
A notificação de preservação com o fundamento certo para câmeras, órgãos públicos, provedores e telefonia. A primeira providência quando algo pode ser apagado.
O hash da prova digital calculado no seu navegador, com relatório pronto para anexar. Blinda a prova que você colheu contra a impugnação.
Chegou um relatório de extração e você não sabe se é a prova inteira? O guia explica, fonte por fonte, o que é o documento, como foi produzido, onde costuma falhar e o que pedir, com as decisões dos tribunais sobre cada ponto. Em construção.
Abra o arquivo exportado pelo próprio aplicativo: o hash sai antes da leitura, a cronologia fica navegável por interlocutor e por período, e a ferramenta marca o que o WhatsApp registrou, como mensagem apagada e mídia que ficou de fora. Em construção.
Ponha em fila as datas da cadeia de custódia: apreensão, decisão, extração, laudo. A cronologia aponta a impossibilidade com o fundamento, pronta para a petição. Em construção.
A extração veio sem os brutos, sem hash, sem origem? Gere o requerimento com o fundamento embutido: integralidade pela Súmula Vinculante 14 ou origem pelo art. 14 do CPP. Em construção.
Da pista à prova documentada
Um caminho simples para diligenciar com segurança.
Comece pelo Guia: descubra qual fonte responde à sua pergunta e o que pode e o que não pode ao consultá-la.
Se algo pode sumir (câmera, registro, conteúdo online), gere a notificação de preservação e envie por canal com prova de recebimento.
Ao colher a prova digital, calcule o hash no Kit de Cadeia de Custódia e anexe o relatório ao termo da diligência.