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Investigação Defensiva

Ferramentas de Investigação Defensiva: por onde começar

Visão geral do módulo de Investigação Defensiva: doze instrumentos que dão método e segurança ao trabalho da defesa (Provimento 188/2018 da OAB). Seis para colher (onde procurar, impedir que a prova suma, documentar a integridade, ligar os pontos, medir o local do fato, ler o depoimento), cinco para trabalhar o que chegou aos autos (entender a prova digital, ler a conversa exportada, conferir quem assinou o documento, montar a cronologia da custódia, requerer ao juízo o que falta) e o glossário, que explica os termos técnicos usados por todos. O fluxo de uso e as fronteiras éticas.

Atualizado em 24 out 2026investigacao-defensivaprovimento-188osintprova-digitalhubferramentas

O que é este módulo

O advogado criminalista pode colher elementos de convicção por conta própria: é a investigação defensiva, prevista no Provimento 188/2018 da OAB. O módulo reúne as ferramentas que dão método e segurança a esse trabalho, sem que o dado do seu caso saia do seu navegador.

São doze instrumentos. Onze resolvem uma etapa da diligência, divididos em duas famílias. Seis servem para você colher: onde procurar, como impedir que a prova suma, como documentar a integridade do que colheu, como ligar os pontos entre pessoas e empresas, como medir o entorno do local do fato e como ler tecnicamente um depoimento. Cinco servem para trabalhar o que chegou aos autos: entender a prova digital, ler a conversa exportada, conferir quem assinou o documento, montar a cronologia da custódia e requerer ao juízo o que falta. Use na ordem ou vá direto ao que precisa agora.

O décimo segundo atravessa todos os outros: o Glossário da Prova Digital explica os termos técnicos que aparecem nas ferramentas e nos laudos (hash, metadados, extração, porta lógica), e é aberto a todos, sem assinatura. Veja o guia Como usar o Glossário da Prova Digital.

Comece pela porta de entrada: criminalplayer.com.br/ferramentas-investigacao-defensiva.

Seis instrumentos para colher

Cinco instrumentos para o que chegou aos autos

A prova digital que a acusação junta costuma chegar incompleta (o relatório de extração no lugar da extração), sem cadeia de origem clara, ou em um arquivo grande demais para alguém ler inteiro. E o documento assinado digitalmente esconde dentro do arquivo o que a assinatura diz sobre si. Estes cinco instrumentos são para isso.

O fluxo, da pista à prova documentada

Um caminho simples para diligenciar com segurança:

  1. Localize. Comece pelo Guia de Fontes Abertas: descubra qual fonte responde à sua pergunta e o que pode e o que não pode ao consultá-la.
  2. Preserve. Se algo pode sumir (imagem de câmera, registro de internet, conteúdo online), gere a notificação de preservação e envie por canal com prova de recebimento.
  3. Documente. Ao colher a prova digital, calcule o hash no Kit de Cadeia de Custódia e anexe o relatório ao termo da diligência.

Ao longo do caso, o Mapa de Vínculos organiza as ligações que você foi apurando, o Mapa do Local do Fato mede o entorno quando a acusação afirma algo sobre o lugar, e a Análise de Prova Oral lê os depoimentos já produzidos para apontar o que reinquirir e verificar.

Quando a prova digital é da acusação, o caminho é outro, e também tem ordem. Primeiro entenda o que chegou: o Guia de Anatomia da Prova Digital explica o que é aquele documento, como foi produzido e onde costuma falhar. Depois leia o material: se a peça é uma conversa exportada de WhatsApp, o Leitor organiza o arquivo e registra o hash dele antes de qualquer leitura. Se o documento chegou assinado digitalmente, o Leitor de Assinatura Digital mostra quem assinou e quando. Então monte a cronologia na Linha do Tempo da Custódia, para ver onde a história não fecha. Com o achado em mãos, use o Gerador de Requerimentos para pedir ao juízo o que falta: a extração completa, os logs, a ferramenta usada, a origem do material.

A técnica por trás

As ferramentas dão o instrumento; a trilha dá o método. Para fundamentar a atuação investigativa da defesa, percorra a trilha de conteúdo Investigação Defensiva: técnica, estratégia e paridade de armas.

As fronteiras (o que vale para todo o módulo)

Investigação defensiva se faz com finalidade documentada e sem engano. As ferramentas apontam o caminho e o método; quem conduz a diligência e responde por ela é o advogado.

  • Sem engano. Nada de perfil falso, aproximação enganosa ou contorno de barreira de acesso (captcha, paywall).
  • Caso a caso, não em massa. A coleta em massa de dados pessoais é o que a LGPD veda; a investigação defensiva é individualizada e vinculada a um caso concreto.
  • O dado é seu. As ferramentas rodam no seu navegador: o caso não é enviado para a plataforma. Há duas exceções. A Análise de Prova Oral envia ao servidor o texto que você preparou, com os nomes já substituídos por rótulos. O Mapa do Local do Fato manda o endereço que você digita e a coordenada do ponto, do seu navegador direto ao OpenStreetMap, serviço de terceiro que converte o endereço e lista o entorno. A base legal da consulta é sua, amparada no Provimento 188/2018.

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