O juramento como início da garantia ne bis in idem
O artigo aborda a importância do juramento no contexto do tribunal, destacando seu papel fundamental no início do julgamento e na proteção do acusado contra o ne bis in idem. Os autores discutem como o juramento assegura que os jurados baseiem suas decisões estritamente nas provas apresentadas, promovendo a imparcialidade e a racionalidade do veredicto. Além disso, são analisadas propostas de aprimoramento normativo para fortalecer essa prática no sistema judicial brasileiro.

O artigo aborda a importância histórica e contemporânea dos juramentos no sistema judicial, especialmente no contexto do tribunal, enfatizando seu papel fundamental no início do processo e na garantia do ne bis in idem, que protege o acusado de ser processado duas vezes pelo mesmo fato.
O texto discute como o juramento promove a seriedade e a atenção dos jurados durante o julgamento, ligando-se à necessidade de que seu veredicto se baseie exclusivamente nas provas apresentadas. Além disso, menciona a relação entre o compromisso dos jurados e a preservação da imparcialidade, destacando a função do juramento em prevenir a parcialidade na decisão, assim como a importância das instruções aos jurados que seguem a prestação do juramento.
O artigo também analisa a legislação e propostas reformistas no Brasil e em outros países, sambém mencionando casos judiciais que exemplificam a aplicação dos princípios discutidos. Por fim, ressalta a conexão do juramento com a racionalidade e a publicidade do processo judicial, visando garantir a justiça e a proteção dos direitos fundamentais dos acusados.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais temas abordados no artigo "O juramento como início da garantia ne bis in idem", de Lisandra Panzoldo, Denis Sampaio, Rodrigo Faucz e Gina Ribeiro Gonçalves Muniz.
- Importância dos Juramentos na Idade Média: O papel dos juramentos como ferramenta para manter a ordem social em diversas áreas da vida, incluindo os tribunais.
- Função do Juramento no Julgamento: Como a formalização do juramento inicia o julgamento e garante direitos fundamentais, como a proteção contra o ne bis in idem e a base do veredicto nas provas apresentadas.
- Relação com a Racionalidade do Veredicto: A conexão entre o juramento, as provas e a dúvida razoável, promovendo uma decisão que deve ser fundamentada exclusivamente nas evidências.
- Imparcialidade dos Jurados: O compromisso solene ajuda a minimizar a parcialidade, garantindo que os jurados baseiem suas decisões unicamente nas provas, mesmo em face de preconceitos.
- Consequências da Violação do Juramento: A importância de respeitar o juramento e como a violação pode tornar o veredicto parcialmente inconstitucional.
- Juramento e Direitos Processuais: A comparação do juramento em diferentes jurisdições, incluindo os procedimentos argentinos, e sua relação com a prova e a publicidade do julgamento.
- Instruções aos Jurados: A necessidade de orientação clara para os jurados após o juramento, incluindo restrições sobre discussões do caso e o acompanhamento da mídia.
- Propostas de Reformas Legislativas: Discussão sobre o projeto de lei que busca alterar a redação do artigo 472 do CPP, enfatizando a decisão baseada nas provas do caso para maior racionalidade.
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