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Artigos Conjur – O silêncio do acusado e o efeito das perguntas da acusação em plenário

ARTIGO

O silêncio do acusado e o efeito das perguntas da acusação em plenário

O artigo aborda a importância do silêncio do acusado durante o julgamento no Tribunal do Júri, destacando como esse direito é garantido constitucionalmente para evitar a autoincriminação e proteger a defesa. Os autores discutem os limites da atuação da acusação, enfatizando que perguntas retóricas feitas após a manifestação do silêncio podem prejudicar a defesa e influenciar a decisão dos jurados. Além disso, ressaltam que o interrogatório deve ser um espaço para a efetiva defesa do acusado e...

Daniel Avelar, Denis Sampaio, Gina Muniz, Rodrigo Faucz
25 nov. 2023 39 acessos 5,0 (1 avaliações)
O silêncio do acusado e o efeito das perguntas da acusação em plenário

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda diversos temas relevantes para a compreensão do processo penal, especialmente no contexto do Tribunal do Júri, enfocando a importância dos debates no julgamento, onde as partes utilizam oratória e persuasão para influenciar o Conselho de Sentença.

Discute-se a influência dos fatores processuais, como nulidades e a dinâmica probatória, na formação da decisão final, ressaltando a necessidade da coprodução da solução do caso pelas partes. O texto enfatiza o interrogatório como um momento crucial para a defesa do acusado, onde este tem a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos e responder perguntas, com destaque para o direito ao silêncio, garantido pelo artigo 5º, LXIII da Constituição, que protege o réu de autoincriminação e prejudicialidade decorrente de seu silêncio. Analisa também os limites das perguntas da acusação, conforme os artigos 478 e 479 do CPP, que buscam preservar o contraditório e a não surpresa no tribunal.

O texto adverte sobre a possibilidade de abuso de autoridade, considerando a realização de perguntas retóricas após a declaração de silêncio do réu como um ato que pode comprometer a plenitude da defesa e influenciar os jurados, resultando em possíveis vícios processuais que afetam a justiça da decisão penal. Por fim, a obra sublinha que o respeito ao direito ao silêncio deve ser mantido para garantir a equidade no julgamento e a proteção dos direitos fundamentais do acusado.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais pontos abordados no artigo "O silêncio do acusado e o efeito das perguntas da acusação em plenário", de Denis Sampaio, Rodrigo Faucz, Gina Ribeiro Gonçalves Muniz e Daniel Ribeiro Surdi de Avelar.

  • Momento de debate no Júri: A importância da oratória e persuasão na formação da decisão dos jurados, destacando que não se resume apenas às sustentações orais.
  • Fatores que influenciam a decisão final: A necessidade de considerar a análise de defeitos processuais, dinâmica probatória e argumentações como parte integral do processo de julgamento.
  • Importância do interrogatório: O interrogatório é visto como um espaço fundamental para o acusado apresentar sua versão dos fatos e estratégias de defesa.
  • Limites da acusação em plenário: Discussão sobre os limites legais das perguntas feitas pela acusação, conforme os artigos 478 e 479 do CPP.
  • Direito ao silêncio: A relevância do artigo 5º, LXIII da Constituição, que garante o direito ao silêncio e a não autoincriminação.
  • Silêncio protegido vs. silêncio tolerado: A diferenciação entre os sistemas de silêncio e sua respectiva proteção legal, evitando prejuízos à defesa.
  • Realização de silêncio seletivo: A legalidade do silêncio parcial, onde o acusado pode optar por responder somente a perguntas da defesa.
  • Consequências de perguntas retóricas: Questões levantadas pela acusação sem expectativa de resposta podem influenciar a percepção dos jurados e prejudicar a defesa.
  • Abuso de autoridade: O risco de que perguntas realizadas após a manifestação de silêncio do acusado configurem abuso de autoridade e afetem o julgamento.
  • Importância da proteção dos direitos e garantias fundamentais: A necessidade de respeitar o silêncio e a autodefesa, promovendo um processo justo e eficaz.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Daniel AvelarJuiz de Direito (TJPR) Mestre e Doutorando em Direitos Fundamentais e Democracia. Juiz Auxiliar da Presidência do CNJ.
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Denis SampaioDoutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Lisboa/PT. Mestre em Ciências Criminais pela UCAM/RJ. Visiting Student na Universidade de Bologna/IT. Investigador do Centro de Investigação em Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Lisboa/PT. Professor de Processo Penal (Pós- Graduação PUC. UCAM. Escola Superior da Defensoria Pública – FESUDEPERJ. Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Defensor Público do Rio de Janeiro. Ex- Presidente da Comissão Criminal do Colégio Nacional das Defensorias Gerais. Membro Honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Autor de livros e artigos.
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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.
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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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