Novidade Nova Legislação: texto oficial + decisões do STJ por artigo. Abrir a Legislação
Beta Em refinamento. Conheça o programa
Dica do time CP Remontamos as Trilhas de estudo e a curadoria de notícias agora tem ritmo diário. Ver o que mudou em Conteúdos
Dica do time CP A Agenda tem encontros toda semana e os perfis de experts e players estão mais completos. Conhecer a comunidade
Dica do time CP Reorganizamos a Minha Área e a Central de Ajuda para achar tudo em menos cliques. Ver sua área renovada
Dica do time CP A imersão de junho (Execução Penal) já aconteceu. A próxima é Lei de Drogas, em Salvador, com ingressos à venda. Ver a imersão de agosto

Artigos Conjur – Sistema acusatório de fachada: legitimação de práticas inquisitórias pelos tribunais superiores (parte 1)

ARTIGO

Sistema acusatório de fachada: legitimação de práticas inquisitórias pelos tribunais superiores (parte 1)

O artigo aborda a crítica ao uso do sistema acusatório no Brasil, evidenciando como práticas inquisitórias têm sido legitimadas por decisões dos tribunais superiores, como o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça. Os autores analisam decisões que enfraquecem a separação de funções entre acusação e defesa, questionando a real aplicação do modelo acusatório e as implicações para a imparcialidade judicial e garantias processuais. A discussão se desdobra em uma reflexão sobre a...

Gina Muniz
19 set. 2025
Sistema acusatório de fachada: legitimação de práticas inquisitórias pelos tribunais superiores (parte 1)

Este conteúdo é exclusivo para assinantes
Faça login se você já é assinante, ou conheça os planos disponíveis.
Fazer loginVer planos

Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda uma crítica ao sistema processual penal brasileiro, destacando a confusão e a manipulação entre os modelos inquisitório e acusatório.

Os autores, Jacinto Nelson de Miranda Coutinho e Gina Muniz, discutem a legitimação de práticas inquisitórias por tribunais superiores, enfatizando que o sistema brasileiro, embora teoricamente caracterizado como acusatório, é frequentemente distorcido em sua aplicação prática. São analisadas decisões do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, que legitimaram a atuação do juiz de maneira contrária aos princípios do sistema acusatório, essencialmente abolindo a imparcialidade judicial. O texto ressalta a importância da definição de funções entre juiz e promotor, a relevância da gestão da prova pelas partes, e critica a invocação da "verdade real" como justificativa para tais intervenções.

Além disso, propõe que o desrespeito às garantias processuais e à separação de funções pode comprometer a integridade do sistema, tornando necessário um reconhecimento da nulidade das audiências realizadas nesses moldes. Por fim, os autores convocam uma reflexão sobre a real natureza do processo penal e a urgência de salvaguardas que garantam sua estrutura acusatória, apresentando a imparcialidade como um direito fundamental do acusado.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Sistema acusatório de fachada: legitimação de práticas inquisitórias pelos tribunais superiores (parte 1)" por Jacinto Nelson de Miranda Coutinho e Gina Muniz.

  • Dificuldades na discussão dos sistemas processuais penais: Análise das divergências entre os sistemas inquisitório e acusatório e a manipulação retórica ao apresentar o sistema inquisitório como acusatório.
  • Decisão do STF sobre o artigo 3º-A do CPP: Reflexão sobre a declaração de constitucionalidade do sistema acusatório e as implicações da decisão do Supremo Tribunal Federal em relação à sua aplicabilidade prática.
  • Crítica ao RE 1.555.431/RS: Exame da decisão do STF que negou a nulidade de audiência sem a presença do Ministério Público, evidenciando as fragilidades do sistema acusatório.
  • Imparcialidade judicial e gestão da prova: Discussão sobre a importância da imparcialidade e a gestão da prova pelas partes como aspectos centrais do sistema acusatório.
  • Problemas da "verdade real": Crítica ao uso do conceito de "verdade real" como justificativa para a atuação do juiz e seu impacto na imparcialidade e na estrutura do processo.
  • Consequências da atuação do juiz como protagonista: Análise dos riscos de o juiz assumir um papel ativo como acusador e sua incompatibilidade com as diretrizes do CPP.
  • Nulidade de audiências sem o Ministério Público: O argumento de que a ausência do Ministério Público compromete a imparcialidade e a validade das audiências de instrução.
  • Convocação à coerência: Chamado para que as salvaguardas do processo penal sejam tratadas como condições essenciais, não como meras formalidades.
  • Próxima discussão sobre a atuação de ofício do juiz: Antevisão da análise da decisão da 5ª Turma do STJ sobre o exame das redes sociais do acusado para a decretação da prisão preventiva.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
Acessar artigo

Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

Avatar de Gina Muniz
Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.

Explore

Indicações relacionadas a este conteúdo

Precisa de ajuda?
Fale com nossa equipe pelo WhatsApp para dúvidas sobre este conteúdo.

Não perca este conteúdo

Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.

Ver planos