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Artigos Migalhas – A Lei Maria da Penha e suas inconstitucionalidades

ARTIGO

A Lei Maria da Penha e suas inconstitucionalidades

O artigo aborda as inconstitucionalidades da Lei Maria da Penha, analisando seus dispositivos e implicações jurídicas, como a dificuldade de aplicação de medidas protetivas e o tratamento diferenciado em crimes de menor potencial ofensivo. O autor, Rômulo de Andrade Moreira, critica ainda a escolha legislativa que, ao invés de reforçar a proteção às vítimas, parece privilegiar os agressores. A discussão centra-se na relação entre a legislação vigente e os princípios constitucionais de igualda...

Rômulo Moreira
20 set. 2007 28 acessos
A Lei Maria da Penha e suas inconstitucionalidades
Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a análise crítica da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), focando em suas inconstitucionalidades. Os temas incluem a definição de violência doméstica, que abrange diversas formas de agressão – física, psicológica, sexual, patrimonial e moral – contra a mulher; a distinção entre representação e retratação no contexto penal, enfatizando a possibilidade de retratação após a denúncia, o que diverge do estabelecido no Código de Processo Penal; a vedação à aplicação de penas de prestação pecuniária em casos de violência doméstica, levantando questionamentos sobre a constitucionalidade dessa proibição; a introdução de medidas protetivas de urgência, discutindo sua natureza cautelar e necessidade de formalização; a criação de Juizados Especiais de Violência Doméstica, com críticas à competência cível delegada a juízes criminais; a inconstitucionalidade do art. 41, que exclui a aplicação da Lei nº 9.099/95 para crimes de menor potencial ofensivo cometidos contra mulheres; a ampliação dos critérios para prisão preventiva, que pode ser decretada independentemente da gravidade do crime desde que envolva violência doméstica; e, por fim, a necessidade de revisar alterações no Código Penal e na Lei de Execução Penal que visam agravar penas em circunstâncias especiais.

O autor conclui que certos artigos da Lei Maria da Penha, apesar de vigentes, são substancialmente inválidos por suas incompatibilidades com a Constituição Federal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A Lei Maria da Penha e suas inconstitucionalidades" por Rômulo de Andrade Moreira.

  • Introdução à Lei Maria da Penha: Discussão sobre o objetivo da lei em coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher e as definições de violência presentes na legislação.
  • Retratação da representação: Análise do artigo 16 da lei, a impropriedade técnica do termo "renúncia" e as implicações da retratação da representação da ofendida na prática penal.
  • Proibição de penas de prestação pecuniária: Explicação do artigo 17, que veda penas alternativas como cesta básica e multa, e questionamentos sobre sua constitucionalidade à luz dos princípios de proporcionalidade e igualdade.
  • Medidas protetivas de urgência: Exame das disposições relacionadas às medidas que podem ser concedidas sem audiência prévia, buscando entender suas finalidades e implicações legais.
  • Juizados de violência doméstica: Crítica à criação e implementação de Juizados específicos e sua relação com a competência cível e criminal, à luz do princípio do Juiz Natural.
  • Aplicação da Lei nº 9.099/95: Discussão sobre as inconstitucionalidades do artigo 41, que exclui a aplicação de medidas despenalizadoras para crimes relacionados à violência doméstica.
  • Prisão preventiva: Análise do novo inciso IV do artigo 313 do Código de Processo Penal, que permite a decretação de prisão preventiva em casos de violência doméstica de forma ampla.
  • Alterações no Código Penal e na Lei de Execução Penal: Comentários sobre as alterações propostas pela Lei Maria da Penha nas normas punitivas e as implicações para o tratamento jurídico da violência contra a mulher.
  • Conclusão: Reflexão sobre a validade e eficácia das normas da Lei Maria da Penha frente à Constituição Federal, destacando a diferença entre leis vigentes e normas válidas.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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