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Artigos Conjur – Com delação premiada, Direito Penal também é lavado a jato

ARTIGO

Com delação premiada, Direito Penal também é lavado a jato

O artigo aborda a transformação do Direito Penal através da delação premiada e das negociações de pena, destacando os riscos dessa prática em um sistema judicial que prioriza a rapidez em detrimento das garantias legais. Os autores discutem a possibilidade de um processo penal sem juiz, onde o Ministério Público assume um papel central, comprometendo a imparcialidade e a legalidade. Além disso, é ressaltada a preocupação com a falta de regras claras e os impactos da expansão do espaço negocia...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
24 jul. 2015 14 acessos
Com delação premiada, Direito Penal também é lavado a jato
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a problemática da delação premiada e das penas negociadas no contexto do Direito Penal, destacando a expansão dos espaços de consenso que, sob uma ótica utilitarista e eficientista, podem comprometer o Princípio da Necessidade e a atuação do Judiciário.

Discute-se a redução do juiz a um mero homologador de acordos, gerando preocupações sobre a destruição do controle jurisdicional e a discricionariedade excessiva do Ministério Público, que pode usar a acusação como um instrumento de pressão, levando a situações de autoacusações e insegurança. Além disso, é abordada a transição para um sistema onde o direito penal se torna um "luxo”, reservado àqueles que podem arcar com os custos do processo, e as pressões enfrentadas pelos acusados que não aceitam delações, que se tornam alvos do rigor penal.

O artigo também critica a celeridade do processo penal, em que a eficiência parece prevalecer sobre as garantias fundamentais. Por fim, levanta uma série de questões sobre os limites e a efetividade das normas que regulam a delação premiada, a adequação das penas, os direitos do imputado e as consequências do uso da negociação no sistema judiciário, advertindo para os riscos de uma expansão descontrolada das possibilidades punitivas no Brasil.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Com delação premiada e pena negociada, Direito Penal também é lavado a jato", de Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa.

  • Expansão dos espaços de consenso: Fatores utilitaristas e eficientistas que contribuem para a aceleração processual, levando à banalização das garantias jurisdicionais.
  • Papel do Ministério Público: A atuação do Ministério Público como agente com amplo poder de negociação, minimizando o controle jurisdicional e comprometendo a imparcialidade do processo.
  • Custo da negociação: A transformação da acusação em um instrumento de pressão, influenciando a verdade e a segurança jurídica, especialmente para os que não aceitam acordos.
  • Pressão sobre o acusado: Dinâmicas de coação e manipulação por parte do acusador público, levando a aceitação de culpas indevidas e fixação de penas desproporcionais.
  • Impacto nas garantias processuais: A deterioração do sistema penal em decorrência da busca por eficiência, em detrimento da qualidade das decisões judiciais.
  • Problemas com a delação premiada: Desafios e lacunas da Lei 12.850/13, incluindo a falta de limites claros e diretrizes para a negociação penal.
  • Questões sobre a atuação judicial: Indagações sobre o papel do juiz no processo de delação e negociação e o impacto na imparcialidade e controle jurisdicional.
  • Processos e consequências: Perguntas sobre a continuidade do processo penal quando há confissão ou delação, e como isso afeta o júri e a vítima.
  • Questões legais e éticas: Reflexões sobre a necessidade de regulamentação adequada e estudos de impacto que analisem as consequências da expansão do poder de negociação no sistema penal.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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