Neoinquisidores perderam ontem e não se deram por vencidos. o dono da bola quer sangue com a redução da “maioridade penal”
O artigo aborda a reação dos defensores da redução da maioridade penal no Brasil, destacando a insatisfação desses grupos diante de sua recente derrota. Os autores criticam a visão punitivista que busca eliminar os adolescentes infratores, ignorando a importância da recuperação social e ignorando os direitos constitucionais. Eles fazem uma analogia entre os novos inquisidores e os antigos sistemas de punição, argumentando que essa lógica está enraizada na sociedade autoritária brasileira.

O artigo aborda a crítica ao populismo penal e a tentativa de redução da maioridade penal no Brasil, enfatizando as motivações de vingança social e a ineficácia do sistema carcerário atual.
Os autores discutem a insatisfação dos "neoinquisidores", que, apesar de perderem apoio jurídico, buscam desviar a atenção da população através de estratégias políticas, perpetuando uma cultura de punição em vez de reabilitação. Destacam a contradição entre a Constituição, que defende a dignidade humana, e a proposta de encarcerar menores sem considerar suas condições. Além disso, analisam a evolução histórica da punição, comparando as práticas inquisitoriais do passado com a atual tendência de criminalização de adolescentes, argumentando que ambos buscam aliviar as ansiedades sociais através do isolamento dos considerados "inimigos".
Os autores também mencionam a "simbiose estrutural" entre a sociedade e o sistema carcerário, sugerindo que as prisões modernas se tornaram infernos sociais, refletindo uma visão míope e elitista sobre a criminalidade juvenil. Por fim, concluem que a mentalidade punitivista que permeia esses debates não superou as antigas heranças autoritárias da história brasileira.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Neoinquisidores perderam ontem e não se deram por vencidos. O dono da bola quer sangue com a redução da 'maioridade penal'" por Alexandre de Morais da Rosa e Maurilio Casas Maia.
- Populismo penal: Crítica à insaciável busca por punição e ao uso de táticas populistas para desviar a atenção de investigações em andamento.
- Redução da maioridade penal: Debate sobre a inadequação da proposta de redução com relação à dignidade humana e ao papel da sociedade na reabilitação de jovens infratores.
- Guetificação prisional: Análise do sistema carcerário brasileiro que promove a segregação e o abandono das políticas educativas em favor da punição.
- Neoinquisidores e vingança: A comparação dos neoinquisidores atuais com os inquisidores do passado, destacando a busca de vingança em nome da sociedade.
- Crimes de lesa-sociedade: A evolução das acusações que, similar ao passado, visam criminalizar adolescentes e marginalizar sua reabilitação.
- Autoritarismo no sistema penal: Reflexão sobre as raízes autoritárias do sistema penal brasileiro e a necessidade de superar práticas de imposição e punição.
- Paralelos históricos: Comparações entre as injustiças do antigo processo inquisitorial e os dias atuais, mostrando como a sociedade ainda perpetua um modelo punitivo.
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