Resenha do livro “a sogra como fonte do direito: o inconsciente dos julgadores no direito” de paulo ferrareze filho
O artigo aborda a obra de Paulo Ferrareze Filho que investiga como o inconsciente dos julgadores influencia suas decisões no direito, desafiando a ideia de que as decisões são puramente racionais. Com uma abordagem transdisciplinar que une psicologia analítica e filosofia da linguagem, o autor discute fatores históricos e preconcepções que afetam o julgamento, procurando entender a falta de uniformidade nas decisões judiciais. A leitura contribui para uma nova perspectiva sobre a função e a c...

O artigo aborda diversos temas centrais na análise do processo decisório dos julgadores, destacando a complexidade que envolve essa dinâmica.
Inicialmente, explora o funcionamento do processo de decisão no direito e questiona a possibilidade de uma postura puramente racional, enfatizando a influência de fatores externos e internos. O autor, Paulo Ferrareze Filho, fundamenta seu estudo nas obras de pensadores como Jung, Nietzsche, Heidegger e Gadamer, utilizando a psicologia analítica e a filosofia da linguagem para examinar o inconsciente dos julgadores. A obra discute a ausência de coerência nas decisões judiciais, propondo que fatores inconscientes explicam as variações nos julgamentos similares. O texto também traça uma diferença entre Freud e Jung, defendendo o uso da psicologia analítica por suas abordagens mais acessíveis sobre o inconsciente.
Além disso, discute a hermenêutica e seu papel na relação entre sujeito e objeto, examinando como isso pode influenciar a prática do judiciário. O livro está dividido em quatro partes, abordando temas como os condicionamentos do julgador, a inconsciência histórica, a vontade de poder entre os julgadores e os obstáculos do inconsciente no direito, culminando em uma chamada por uma maior integração entre psicologia e direito. Por fim, destaca a importância da Constituição como um produto da consciência coletiva histórica, promovendo uma reflexão sobre o papel do julgador e a necessidade de um olhar introspectivo na prática jurídica.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Resenha do livro 'A sogra como fonte do direito: o inconsciente dos julgadores no direito'" por Paulo Silas Taporosky Filho.
- Decisão dos julgadores: Exploração do processo de decisão no direito e a dificuldade de adotar uma postura puramente racional.
- Influências no inconsciente: Fatores internos e externos que impactam a tomada de decisão dos julgadores, baseando-se em propostas de Jung, Nietzsche, Heidegger e Gadamer.
- Transdisciplinaridade: Interseção entre psicologia analítica, filosofia da linguagem e direito, proporcionando uma compreensão mais ampla das decisões judiciais.
- Coerência nas decisões: Discussão sobre a falta de uniformidade nas decisões de casos semelhantes, questionando a influência do inconsciente dos julgadores.
- Psicologia analítica vs. Psicanálise: Justificativa da escolha pela psicologia analítica de Jung em detrimento da psicanálise freudiana, visando um acesso mais amplo ao inconsciente.
- Hermenêutica e filosofia da linguagem: Aplicação das ideias de Heidegger e Gadamer sobre a interpretação do direito e a relação sujeito-sujeito na análise jurídica.
- Arquétipos e direito: Reflexões sobre o arquétipo da Constituição e como isso se relaciona com a consciência coletiva histórica e a prática judiciária.
- Estrutura prévia de sentido: Investigação inicial sobre como o condicionamento do julgador afeta suas pré-compreensões e decisões.
- Vontade de poder: Análise do arquétipo do julgador através da lente da vontade de poder de Nietzsche e suas implicações na prestação jurisdicional.
- Obstáculos do inconsciente no direito: Chamado do autor por uma integração da psicologia e filosofia no estudo das decisões judiciais, questionando a vinculação estrita à normatividade.
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