O ato falho e o futuro ministro do stf: freud explica
O artigo aborda o ato falho cometido pelo futuro ministro do STF, André Mendonça, ao afirmar que a democracia no Brasil não foi conquistada com "sangue derramado", desconsiderando a história de violência da ditadura militar. O texto explora a repercussão dessa declaração, que chamou a atenção de senadores, e analisa a perspectiva psicanalítica de Freud sobre os atos falhos, sugerindo que esses lapsos verbais revelam intenções conflitantes na psique humana. Conclui-se refletindo sobre o futuro...

O artigo aborda a controvérsia gerada em torno das declarações do futuro ministro do STF, André Mendonça, durante sua sabatina no Senado, em que, em um ato falho, minimizou as violências sofridas durante a ditadura militar no Brasil.
A discussão traz à tona a noção de ato falho, segundo a psicanálise de Freud, destacando que esses lapsos verbais podem ter significados profundos e reveladores das intenções conflitantes do falante. O texto também menciona a resposta do senador Fabiano Contarato, que ressalta a gravidade da afirmação de Mendonça ao lembrar dos horrores da ditadura, e ainda aborda os princípios fundamentais da psicanálise freudiana, que sugere que atos falhos são manifestações de conflitos internos e intenções opostas, e não meras consequências de distrações ou cansaço.
O autor pondera sobre o papel do novo ministro no STF, suas convicções religiosas e a necessidade da laicidade do Estado, encerrando com a expectativa sobre futuros atos falhos nas suas decisões judiciais.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "O ato falho e o futuro ministro do STF: Freud explica" por Rômulo de Andrade Moreira.
- Ato falho de André Mendonça: Contextualização do ato falho cometido por Mendonça durante uma sabatina no Senado, desconsiderando a história de violências da ditadura militar brasileira.
- Reação do senador Fabiano Contarato: Contestação da declaração de Mendonça, trazendo dados sobre as vítimas da ditadura militar, e enfatizando que a democracia foi construída sobre sangue e mortes.
- Reconhecimento e pedido de desculpas: André Mendonça se desculpa e reconhece a luta e as vidas perdidas na construção da democracia brasileira, mas seu ato falho já havia gerado repercussão negativa.
- Análise de Freud sobre atos falhos: Discussão sobre o conceito de atos falhos na psicanálise, conforme apresentado por Sigmund Freud, a importância desses lapsos e seu significado psíquico.
- Implicações dos lapsos verbais: Reflexão sobre o que está por trás dos lapsos verbais, que não são meros acidentes, mas sim manifestações de intentos opostos e conflitos internos.
- Teoria da intenção psíquica: A noção de que atos falhos resultam da interferência de intenções perturbadoras e que a repressão de uma intenção é necessária para que o lapso ocorra.
- Expectativas futuras: Expectativa sobre novos atos falhos por parte de Mendonça na Suprema Corte e o impacto de suas convicções religiosas em sua atuação como ministro.
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