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Artigos Conjur – Juristas normalpatas no crime rasgam o véu e cobrem os olhos

ARTIGO

Juristas normalpatas no crime rasgam o véu e cobrem os olhos

O artigo aborda a crítica a juristas considerados "normalpatas", que analisam questões jurídicas de forma rigidamente formalista, sem levar em conta contextos históricos e sociais. Os autores, André Karam Trindade e Alexandre Morais da Rosa, discutem como essa perspectiva distorce a função do Judiciário e ignora a pluralidade e exclusões da sociedade, além de alertar para o perigo de práticas legais que se tornam ilegais em nome da ordem. O texto propõe uma reflexão sobre a necessidade de hum...

Alexandre Morais da Rosa
05 mar. 2016 17 acessos
Juristas normalpatas no crime rasgam o véu e cobrem os olhos
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a figura do jurista "normalpata", caracterizando-os como profissionais a-históricos e a-contextuais que interpretam o Direito de maneira estritamente formal, muitas vezes desconsiderando o contexto social e histórico das normas.

A análise crítica revela como esses juristas, em sua busca por normalidade e ordem, acabam por autorizar ações que podem ser ilegais e injustas, acreditando erroneamente que estão do lado do bem. O texto também discute o papel do Poder Judiciário na busca por harmonia social, questionando a viabilidade dessa busca em sociedades marcadas pela pluralidade e exclusão. Além disso, reflete sobre a crença inabalável desses juristas em suas convicções, que só são desafiadas quando suas próprias vidas ou as de seus entes queridos são afetadas pelo sistema penal.

A autonomia do Direito e a necessidade de um panorama mais democrático no Direito Penal são ressaltadas, enfatizando a necessidade de uma crítica à neutralidade ideológica que pode ser imposta na prática jurídica.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Juristas normalpatas no crime rasgam o véu e cobrem os olhos", escrito por André Karam Trindade e Alexandre Morais da Rosa.

  • Juristas a-históricos e a-contextuais: Análise superficial de condutas, utilizando o formalismo e sem considerar o contexto histórico e social.
  • Projeção e empatia: A importância de adotar uma visão mais ampla que transcenda a rigidez das normas, permitindo compreender a complexidade dos casos penais.
  • Cinismo e hipocrisia: A discrepância entre a conduta privada dos juristas e suas ações públicas, levando a uma postura cínica em relação às normas que defendem.
  • Frenesi das cruzadas: A luta contra o mal na sociedade que ignora o papel democrático do Judiciário e a impossibilidade de alcançar a harmonia social em contextos plurais.
  • Normalidade penal e impacto pessoal: A crença inabalável dos juristas até que o sistema penal afete diretamente suas vidas, trazendo uma nova perspectiva sobre a normalidade.
  • Autonomia e necessidade democrática do Direito Penal: A necessidade de reavaliar a neutralidade do Direito e entender a ideologia por trás das decisões juristas.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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