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Artigos Conjur – Muniz e Santiago: A prisão preventiva como regra

ARTIGO

Muniz e Santiago: A prisão preventiva como regra

O artigo aborda a problemática da prisão preventiva no sistema judiciário brasileiro, evidenciando a frequente falta de fundamentação nas decisões judiciais e o uso impróprio das medidas cautelares. Os autores discutem as alterações legislativas recentes, incluindo a Lei nº 13.964/2019, que visam garantir que a prisão preventiva seja aplicada apenas em casos estritamente necessários, assegurando que as medidas cautelares sejam devidamente justificadas e não tratadas como regra. A crítica prin...

Gina Muniz, Nestor Eduardo Santiago
04 jul. 2023 30 acessos
Muniz e Santiago: A prisão preventiva como regra
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a problemática do uso da prisão preventiva no sistema judiciário brasileiro, enfatizando a superlotação dos tribunais e a crítica ao papel da defesa na interposição excessiva de recursos.

Os autores exploram as consequências da legislação mais recente, especificamente a Lei nº 12.403/2011, que introduziu medidas cautelares diversas da prisão, e a Lei 13.964/2019, que exigiu maior fundamentação para a decretação de prisões preventivas, visando garantir os direitos processuais fundamentais. É discutido o dever de fundamentação nas decisões judiciais, tanto para medidas cautelares quanto para prisões, com ênfase na presunção de inocência do acusado. Além disso, o artigo analisa a prática de banalização das medidas cautelares, a necessidade de uma abordagem mais rigorosa na evidência de urgência e perigo, e o impacto da cultura judiciária que muitas vezes considera a prisão preventiva como regra.

O texto conclui que a carência de fundamentação adequada no uso de medidas cautelares e a visão quantitativa da jurisprudência não resolvem o congestionamento processual, sugerindo que mudanças legislativas devem ser acompanhadas por uma transformação na mentalidade dos magistrados.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "A prisão preventiva como regra", por Gina Ribeiro Gonçalves Muniz e Nestor Eduardo Araruna Santiago.

  • Causas do Congestionamento Processual: Análise das razões além do volume de recursos, como decisões judiciais sem a devida fundamentação, que contribuem para a sobrecarga dos tribunais superiores.
  • Alterações Na Legislação: Descrição das mudanças trazidas pela Lei nº 12.403/2011 e pela Lei 13.964/2019 sobre a aplicação de medidas cautelares e a fundamentação necessária para a prisão preventiva.
  • Medidas Cautelares Diversas da Prisão: Discussão sobre como as medidas cautelares devem ser consideradas e fundamentadas adequadamente, sem serem tratadas como meras consequências de prisões em flagrante.
  • Princípio da Presunção de Inocência: A importância de respeitar a presunção de inocência na aplicação de medidas cautelares, evitando que o acusado seja tratado como culpado antes do julgamento.
  • Função da Audiência de Custódia: Análise do papel do juiz na audiência de custódia e a necessidade de aplicar a menos gravosa das medidas cautelares, priorizando a liberdade do acusado.
  • Crítica ao Uso Excessivo de Medidas Cautelares: Reflexão sobre como a aplicação desmedida de medidas cautelares pode prejudicar a tutela da liberdade e desvirtuar o processo judicial.
  • Necessidade de Mudança Cultural: Considerações sobre a necessidade de uma mudança de mentalidade entre magistrados para abordar as medidas cautelares de forma mais equilibrada e fundamentada.
  • Dados e Pesquisas sobre Medidas Cautelares: Apresentação de dados do relatório do IDDD sobre a banalização das medidas cautelares, evidenciando a urgência de repensar sua aplicação.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.
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Nestor Eduardo SantiagoAdvogado criminalista. Professor Titular da Universidade de Fortaleza e Professor Associado da Universidade Federal do Ceará.

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