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Artigos Conjur – O Judiciário sou Eu — o juiz Rei Sol e seu escraviários

ARTIGO

O Judiciário sou Eu — o juiz Rei Sol e seu escraviários

O artigo aborda de forma crítica o funcionamento do sistema judiciário, utilizando a metáfora do "juiz Rei Sol" para ilustrar a desconexão entre magistrados e a realidade dos processos que julgam. O autor, Salah Hassan Khaled Júnior, expõe a desumanização dos atores envolvidos, destacando a despersonalização do trabalho jurídico e a cultura autoritária que perpetua a violência simbólica, revelando como essa dinâmica afeta tanto os escraviários quanto a própria justiça. A análise sugere a urge...

Salah Khaled
07 nov. 2014 19 acessos
O Judiciário sou Eu — o juiz Rei Sol e seu escraviários
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a crítica ao funcionamento do Judiciário na figura do juiz que se torna uma representação do autoritarismo e da desconexão com as realidades sociais.

Os temas explorados incluem o processo de desumanização dos envolvidos no sistema judiciário, onde o juiz se posiciona como um "Rei Sol", alheio ao sofrimento das partes envolvidas, delegando tarefas a "escraviários" que perdem sua dignidade e identidade ao se submeterem a um modelo de produção mecânico e frio. A narrativa destaca o processo degradante que os estagiários enfrentam, muitos dos quais sucumbem à submissão, enquanto outros tentam resistir ao ambiente opressivo. Também se menciona a crítica à formação dos magistrados, sugerindo que a seleção é feita para perpetuar uma mentalidade autoritária, o que resulta na repetição de antigas violências e na ausência de inovação no sistema.

O texto expõe ainda o desprezo pela empatia e pela integralidade do ser humano por parte de juízes, que operam como deuses ausentes, focados em números e estatísticas em vez de nas vidas das pessoas. A crítica se estende ao sistema de 'vassalagem' dentro do Judiciário, onde assessores são valorizados com base em sua capacidade de agradar, perpetuando um ciclo vicioso de opressão. Por fim, o artigo conclui que a realidade atual é alarmante, mas vislumbra um futuro onde o processo digital possa intensificar essa desconexão, alertando para a necessidade urgente de mudança e humanização no Judiciário.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "O Judiciário sou Eu — o juiz Rei Sol e seu escraviários", escrito por Salah Hassan Khaled Júnior.

  • Imaginando o juiz Rei Sol: A descrição de um juiz que evita contato físico com processo, utilizando um modelo de produção mecanizado, servindo-se de assistentes para manter distância do drama humano.
  • Degradação dos estagiários: A análise da experiência degradante dos estagiários no Judiciário, que se veem distantes do verdadeiro sentido da justiça e da dignidade humana.
  • Reprodução da violência: Discussão sobre como o sistema perpetua ciclos de opressão e violência, influenciando novos magistrados a adotar posturas autoritárias.
  • O controle rigoroso na magistratura: Reflexão sobre o processo seletivo rigidamente controlado que mantém a homogeneidade e a cultura autoritária no Judiciário.
  • Caricaturas de juízes: Crítica às figuras do Judiciário que se comportam como deuses, distantes da realidade e incapazes de empatia pelo sofrimento humano.
  • O papel dos assessores: A importância dos assessores numa estrutura que recompensam a adulação e perpetuam a prática autoritária dentro do Judiciário.
  • O futuro do Judiciário: Visão crítica sobre a crescente digitalização do Judiciário e a possibilidade de um "Absolutismo Digital", onde as relações humanas são ainda mais mediadas pela tecnologia.
  • Denúncia da barbaridade judiciária: Explicação de que a figura do juiz Rei Sol não é uma hipérbole, mas uma representação real das atitudes de alguns magistrados, segundo a experiência de ex-escraviários.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Salah KhaledDoutor e mestre em Ciências Criminais (PUCRS) e mestre em História (UFRGS), bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais (PUCRS) e licenciado em História (FAPA). Professor associado de Criminologia, Direito Penal e Processual Penal da Universidade Federal do Rio Grande - FURG. Presidente do Instituto Brasileiro de Criminologia Cultural. É autor de \"Criminologia Cultural Periférica\", \"A Busca da Verdade no Processo Penal: Para Além da Ambição Inquisitorial\" e de dezenas de outros livros, capítulos de livros e artigos publicados em revistas científicas.

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