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Artigos Migalhas – Um necessário redesenho da teoria das nulidades no Processo Penal

ARTIGO

Um necessário redesenho da teoria das nulidades no Processo Penal

O artigo aborda a complexidade das nulidades processuais no processo penal brasileiro, enfatizando a problemática da definição e interpretação do prejuízo como requisito essencial para a nulidade, conforme o artigo 563 do CPP. O autor, Douglas Rodrigues da Silva, critica a distinção entre nulidades absolutas e relativas, propondo um redesenho que considera o prejuízo como um elemento fundamental, e não como um princípio a ser ponderado, buscando alinhar a teoria das nulidades com os princípio...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
25 fev. 2021
Um necessário redesenho da teoria das nulidades no Processo Penal
Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexidade e a polêmica envolvidas nas nulidades processuais no Direito Penal brasileiro, evidenciando a necessidade de um redesenho da teoria das nulidades.

Inicialmente, discute a histórica falta de atualização constitucional das regras de nulidades, e a influência das práticas judiciais heterogêneas, enfatizando o papel do prejuízo como elemento chave na análise das nulidades, conforme trazido pelo artigo 563 do CPP. O texto critica a noção tradicional de prejuízo como um "princípio", defendendo que ele deve ser interpretado como um pressuposto da nulidade. Segue com a distinção entre nulidades absolutas e relativas, questionando sua relevância e sugerindo que ambas demandam a prova de prejuízo.

A caracterização da forma como garantia do processo penal é abordada, assim como a dificuldade em avaliar interesses públicos e privados nas nulidades. O autor propõe que em casos de violação da forma, deve haver uma presunção de prejuízo, desafiando a ideia de instrumentalidade das formas e reforçando que a nulidade deve ser reconhecida sempre que o prejuízo estiver presente, culminando na proposta de um novo entendimento acerca das nulidades processuais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Um necessário redesenho da teoria das nulidades no Processo Penal" por Douglas Rodrigues da Silva.

  • Polêmica das nulidades processuais: Exploração das controvérsias em torno das nulidades no processo penal brasileiro, destacando a falta de atualização e a influência do direito privado nas práticas judiciais.
  • Interpretação do prejuízo: Discussão sobre a definição de prejuízo como um requisito essencial para o reconhecimento de nulidades, conforme o artigo 563 do CPP, e suas implicações na análise processual.
  • Nulidades absolutas e relativas: Análise das diferentes categorias de nulidades e como o princípio do prejuízo se aplica a cada uma delas, enfatizando a necessidade de reconhecimento de violação em nulidades absolutas sem a necessidade de prova de prejuízo.
  • Redesenho da teoria das nulidades: Proposta de uma nova abordagem para a teoria das nulidades, defendendo que a compreensão do prejuízo deve ser central e não subordinada a conceitos de direito privado.
  • Amorfismo e a forma no processo penal: Crítica à desvalorização da forma dentro do processo penal e a importância dessa forma como garantia de direitos, desafiando a ideia de que o resultado justifica a desconsideração da forma.
  • Ônus argumentativo do julgador: Proposta de que cabe ao juiz demonstrar a não existência de prejuízo na violação da forma, refletindo uma mudança na forma de análise das nulidades.
  • Instrumentalidade das formas: Exploração da relação entre nulidades e a instrumentalidade das formas, defendendo que a presença de prejuízo deve ser a chave para a discussão sobre a validade ou não dos atos processuais.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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