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Artigos Conjur – Inverter a linearidade acusatória: o plot point na interação narrativa

ARTIGO

Inverter a linearidade acusatória: o plot point na interação narrativa

O artigo aborda a dinâmica da narrativa no processo penal, focando na importância do convencimento do julgador e nas estratégias utilizadas pela acusação e defesa. Discute-se como a linearidade acusatória pode ser desafiada por momentos de reviravolta, criando o que é chamado de plot point, que reconfigura a direção da narrativa judicial. Além disso, destaca o impacto das percepções subjetivas e hábitos mentais dos jogadores no desenrolar do processo, enfatizando a necessidade de uma estratég...

Alexandre Morais da Rosa
17 mar. 2017 8 acessos
Inverter a linearidade acusatória: o plot point na interação narrativa
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a natureza do processo penal, enfatizando como a construção narrativa impacta o julgamento. Primeiramente, discute a mentalidade do julgador, incluindo suas preferências pessoais e influências, que moldam sua percepção sobre a culpabilidade e inocência.

Em seguida, analisa a importância do embate entre acusação e defesa, destacando que o processo exige enfrentamento e contraditório para ser verdadeiramente democrático. O texto também explora as táticas utilizadas por ambas as partes: a acusação tende a reforçar uma narrativa linear que favorece a condenação, enquanto a defesa busca criar um ponto de virada que desestabilize essa narrativa. O conceito de "efeito borboleta" é utilizado para mostrar como pequenos detalhes podem influenciar o resultado do julgamento.

Além disso, o artigo discorre sobre a idéia de que a veracidade dos fatos não é totalmente recuperável, pois cada narrativa é subjetiva e construída no presente. Por fim, ressalta a importância de uma estratégia de argumentação bem definida e adaptada ao perfil do julgador, ressaltando como a manutenção da coesão na narrativa pode ser crucial para a vitória da defesa ou da acusação no processo penal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Como inverter a linearidade acusatória: o plot point na interação narrativa" de Alexandre Morais da Rosa.

  • Mapa Mental do Julgador: Exploração dos fatores que influenciam a mente do julgador, incluindo pensamentos, autores preferidos e recompensas em um contexto processual.
  • Obstáculos Probátorios: Discussão sobre a necessidade de superar desafios probatórios no processo e a dinâmica entre acusação e defesa.
  • Enfrentamento no Processo Penal: Análise da importância do contraditório e da disputa no processo, e como a falta de conflito pode comprometer a democraticidade do mesmo.
  • Táticas Argumentativas: Como a acusação e a defesa utilizam diferentes estratégias para reafirmar ou questionar a narrativa acusatória, incluindo a antecipação de passos e o uso de "trunfos" probatórios.
  • Narrativa e Cognitivismo: Reflexão sobre o impacto da narrativa histórica no presente e a impossibilidade de recuperar fatos in natura no julgamento.
  • Plot Point e Inversão da Narrativa: Importância de gerar um ponto de virada que permita à defesa desafiar a linearidade e a coerência da acusação.
  • Estratégia Processual: A necessidade de uma estratégia bem definida que considere a psicologia do julgador e dos outros atores do processo.
  • Efeito Borboleta e Detalhes Irrelevantes: Como pequenos detalhes e questões aparentemente menores podem influenciar drasticamente o resultado do julgamento devido à presunção de inocência e preconceitos existentes.
  • Consonância e Dissonância Cognitiva: A importância de entender como eventos e experiências moldam percepções e como isso impacta a narrativa e o processo decisório.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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