Como usar o Leitor de Conversa de WhatsApp

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Como usar o Leitor de Conversa de WhatsApp

Guia do Leitor de Conversa de WhatsApp: abra o arquivo exportado pelo próprio aplicativo e a ferramenta calcula o hash antes de ler, organiza a cronologia, deixa filtrar por interlocutor e por período, marca o que o aplicativo registrou (mensagem apagada, mensagem editada, mídia que ficou de fora) e gera o bloco para a petição com a proveniência do arquivo. Tudo no seu navegador.

Atualizado em 9 ago 2026whatsappprova-digitalcadeia-de-custodiahashmensagenscpp-158investigacao-defensiva

O que esta ferramenta faz

O Leitor de Conversa de WhatsApp abre o arquivo que o próprio aplicativo exporta e o transforma em algo que dá para ler, filtrar e citar. Ele calcula o hash SHA-256 do arquivo antes de qualquer leitura, organiza as mensagens em ordem, numera cada uma com uma posição citável, permite filtrar por interlocutor, por período e por palavra, e marca o que o próprio aplicativo registrou.

Abra em criminalplayer.com.br/leitor-conversa-whatsapp. Tudo roda no seu navegador: o arquivo não é enviado para a plataforma, nem o texto, nem o hash.

Como gerar o arquivo certo

Na conversa, dentro do WhatsApp do aparelho: toque no nome do contato ou do grupo, escolha Exportar conversa e depois Incluir mídia (quando os arquivos importarem) ou Sem mídia (quando só o texto interessar). Salve o arquivo e abra aqui sem editar.

A ferramenta lê o .txt e o .zip, nos formatos de Android e de iPhone, em português e em inglês. No .zip, ela calcula também o hash de cada arquivo de mídia e confere se todo anexo citado na conversa está mesmo dentro do pacote.

Print e PDF de print não servem aqui. Se a conversa chegou aos autos nessa forma, o caminho é requerer a extração integral, no Gerador de Requerimentos de Prova Digital.

O que a ferramenta aponta, e em que classe

Os apontamentos vêm separados em três classes, porque não têm o mesmo peso:

  • Registro do aplicativo — o que o próprio WhatsApp escreveu no arquivo: mensagem apagada para todos, mensagem editada depois de enviada, mídia que ficou de fora da exportação e alteração do código de segurança.
  • O arquivo não fecha — sinais de que o arquivo foi mexido fora do aplicativo: mensagem fora da ordem cronológica, formatos de exportação misturados (Android e iPhone no mesmo arquivo) e texto acrescentado antes da primeira mensagem. Também entra aqui o anexo citado na conversa e ausente do pacote.
  • Ponto a esclarecer — o que é pergunta, não achado: silêncios longos entre mensagens e retrocessos pequenos de horário, que um relógio desajustado explica.

A ferramenta é conservadora de propósito: ela prefere não apontar a apontar demais. Dez apontamentos frágeis ensinam o juízo a ignorar a impugnação inteira; dois bem classificados sustentam.

A saída para a petição

Você marca as mensagens que interessam (uma a uma, ou todas as que estão filtradas) e gera o bloco. Ele traz, nesta ordem: a proveniência do arquivo (nome, tamanho, hash, contagens, período, participantes), a nota de método, o quadro dos apontamentos com o fundamento de cada um, a transcrição dos trechos marcados com a posição de cada mensagem no arquivo, as providências que aqueles achados sustentam e os limites da leitura.

Dá para copiar, baixar em texto, imprimir em PDF e enviar para o dossiê do Kit de Cadeia de Custódia, junto com o resto da diligência. O hash gerado aqui também pode ser conferido no Kit.

Cuidados e limites

  • O arquivo não numera as mensagens. Por isso ele não permite afirmar que alguma foi retirada. Quem apaga uma mensagem somente para si não deixa marca nenhuma, e a ferramenta diz isso no relatório em vez de fingir que detectou.
  • Silêncio não é supressão. Um intervalo de semanas pode ser apenas um intervalo de semanas. É pergunta a fazer, não achado a afirmar.
  • O arquivo é do aparelho de quem exportou, com o relógio e o fuso daquele aparelho, que a leitura não tem como conferir. E a primeira mensagem é o começo do que estava no aparelho no dia da exportação, não necessariamente o começo da conversa.
  • Integridade e autoria são coisas diferentes. Mostrar que a mensagem está lá e não foi alterada não prova quem a escreveu: conta compartilhada, aparelho emprestado e perfil clonado continuam sendo hipóteses. A ferramenta trabalha só no primeiro eixo.
  • Isto não é laudo pericial e não afirma nulidade. Cada ponto é matéria a verificar e sustentar pela defesa.
  • A conversa não fica salva. Só os dados do caso (seu nome, OAB, processo) permanecem no navegador; as mensagens somem ao recarregar. É proteção: o conteúdo é de terceiros e o computador do escritório costuma ser compartilhado. Gere o bloco antes de sair.

Para pôr em fila as datas da apreensão, da extração e do laudo desse mesmo material, use a Linha do Tempo da Custódia.

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