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Qualificar a maioridade penal: por um além número

O artigo aborda a crítica à proposta de redução da maioridade penal, argumentando que tal medida não resulta em diminuição dos atos infracionais. A autora, Maíra Marchi Gomes, destaca a falta de evidências acadêmicas que comprovem benefícios dessa redução, enfatizando a necessidade de olhar para fatores sociais e psicólogos que influenciam a violência juvenil. Além disso, a autora sugere que a edificação de políticas voltadas para a proteção e inclusão social é mais eficaz que o aumento do en...

24 abr. 2015 2 acessos
Qualificar a maioridade penal: por um além número
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a redução da maioridade penal, argumentando que sua eficácia na diminuição de atos infracionais é questionável, já que não há respaldo acadêmico que comprove seus benefícios.

Este tema é analisado a partir da crítica ao discurso político que promove essa ideia, acusando-o de ignorar dados estatísticos que mostram que atos graves por adolescentes são raros. A autora classifica os defensores da redução como estúpidos ou alienados a interesses político-econômicos, e questiona a responsabilidade desses discursos. Além disso, utiliza dados estatísticos que evidenciam que a maioria dos atos infracionais é leve e que a reincidência entre adolescentes é muito menor do que entre adultos. O texto discute a natureza da criminalidade juvenil e a necessidade de abordagens socioeducativas adequadas, criticando a lógica de encarceramento.

A autora também menciona a necessidade de uma análise mais profunda das causas do comportamento infracional, levando em conta fatores psicológicos e sociais, e sugere que a solução para os problemas enfrentados por adolescentes não está na punição, mas na oferta de oportunidades e direitos. Por fim, destaca a importância de considerar a complexidade do desenvolvimento humano e as consequências do apagamento da infância e adolescência na formação de identidades.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Qualificar a maioridade penal: por um além número" por Maíra Marchi Gomes.

  • Eficácia da proposta de redução da maioridade penal: Discussão sobre a falta de evidências que suportem a redução da maioridade penal como solução para a diminuição dos atos infracionais.
  • Desconexão entre discursos políticos e a realidade: Análise do discurso em plataformas político-partidárias e na mídia, destacando a falta de publicações acadêmicas que apoiem a proposta.
  • Atores interessados na redução da maioridade penal: Identificação de grupos como empreiteiras e empresas de segurança que se beneficiariam com o aumento do encarceramento.
  • Estatísticas sobre atos infracionais: Apresentação de dados do UNICEF e outras fontes que mostram a prevalência baixa de jovens no crime, desafiando a necessidade de mudanças na maioridade penal.
  • Comparação de reincidência entre adolescentes e adultos: Argumentação de que adolescentes têm taxa de reincidência menor do que adultos, questionando a lógica da maior punição.
  • Impacto da legislação e execução das medidas protetivas: Crítica à falta de aplicação efetiva do Estatuto da Criança e do Adolescente e como isso afeta a juventude.
  • Fatores que levam adolescentes a atos infracionais: Reflexão sobre como questões psíquicas e sociais influenciam o comportamento dos jovens e a inadequação da punição como medida.
  • Propostas alternativas à redução da maioridade penal: Sugestões de abordagens focadas na avaliação individual dos atos infracionais e na proteção dos direitos dos adolescentes.
  • Visibilidade da população carcerária: A discussão sobre a invisibilidade do encarceramento e de quem realmente é afetado pelas propostas de política criminal, refletindo questões de classe e raça.
  • Considerações religiosas e sociais: Reflexões sobre como discursos religiosos têm sido utilizados para justificar políticas repressivas e a necessidade de resgatar a dignidade humana na discussão do assunto.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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