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Artigos Empório do Direito – Da indiferença insensível à tutela diferenciada: o assistido defensorial e o cumprimento de sentença – esperanças da cidadania no ncpc

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ARTIGO

Da indiferença insensível à tutela diferenciada: o assistido defensorial e o cumprimento de sentença – esperanças da cidadania no ncpc

O artigo aborda a necessidade de um tratamento diferenciado para os assistidos pela Defensoria Pública no cumprimento de sentença, destacando a importância da intimação pessoal do assistido, ao invés da intimação apenas ao advogado, para garantir efetividade e acesso à justiça. O autor, Maurilio Casas Maia, discute a vulnerabilidade dos assistidos e as peculiaridades da relação defensor-assistido, enfatizando que o novo Código de Processo Civil (NCPC) reconhece essa realidade, promovendo dire...

Maurilio Casas Maia
11 jul. 2015 30 acessos 5,0 (1 avaliações)
Da indiferença insensível à tutela diferenciada: o assistido defensorial e o cumprimento de sentença – esperanças da cidadania no ncpc
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão da intimação para cumprimento de sentença no contexto da Defensoria Pública e a diferenciação necessária no tratamento dos assistidos em comparação aos clientes da advocacia privada.

Inicialmente, discute-se o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a intimação no cumprimento de sentença, destacando que, enquanto o Código de Processo Civil de 1973 não especificava se a intimação deveria ser pessoal ou do advogado, o Novo Código de Processo Civil (NCPC) optou por uma regra clara que prevê a intimação do advogado. O autor indaga se o defensor público deve ser equiparado ao advogado para fins de intimação, considerando as peculiaridades da relação entre o assistido e o defensor público. O texto explora a necessidade de um tratamento jurídico diferenciado para assistidos da Defensoria Pública, apoiando-se em precedentes jurisprudenciais que destacam as vulnerabilidades únicas dessas pessoas e a importância da intimação pessoal para garantir a ampla defesa e o contraditório.

O artigo enfatiza que o vínculo jurídico no contexto da defesa pública é distinto, pois os assistidos não possuem o mesmo poder de intervenção que um cliente de um advogado particular. Além disso, são abordadas decisões de tribunais que reconhecem essa necessidade de intimação pessoal para assistidos, refletindo uma compreensão mais sensível às dificuldades enfrentadas por esses indivíduos. Por fim, o autor conclui que a regulamentação do NCPC, especialmente o artigo 513, estabelece um tratamento distinto para as intimações de assistidos da Defensoria Pública, reafirmando a importância da igualdade dinâmica e da proteção dos vulneráveis no processo judicial.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Da indiferença insensível à tutela diferenciada: o assistido defensorial e o cumprimento de sentença – esperanças da cidadania no ncpc" por Maurilio Casas Maia.

  • Intimação no cumprimento de sentença: Análise do entendimento do STJ sobre a intimação para cumprimento de sentença na pessoa do advogado, dispensando a intimação pessoal do executado.
  • A relação defensor público e assistido: Investigação sobre a equiparação do defensor público ao advogado e a distinção entre assistido e cliente advocatício.
  • Peculiaridades da relação defensor-assistido: Discussão sobre as diferenças relevantes entre a defesa pública e a advocacia privada, e a necessidade de tratamento diferenciado para assistidos.
  • Precedentes jurisprudenciais: Análise de decisões do STJ e tribunais estaduais que reconhecem a necessidade de intimação pessoal para assistidos pela Defensoria Pública.
  • Implicações do Novo Código de Processo Civil (NCPC): Exame das regras do NCPC sobre a intimação do assistido, enfatizando o tratamento diferenciado por conta de sua vulnerabilidade.
  • Direitos da cidadania e isonomia dinâmica: Reflexão sobre a importância de assegurar direitos processuais diferenciados de modo a promover a cidadania e a justiça social.
  • O futuro da representação assistencial: Considerações sobre como as diretrizes do NCPC moldam a prática da intimação e a defesa dos assistidos pela Defensoria Pública em relação aos seus direitos.
  • Conclusões sobre a necessidade da proteção do vulnerável: Enfatização da importância de se garantir a proteção processual dos vulneráveis para equilibrar as relações jurídicas e promover a justiça.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maurilio Casas MaiaDefensor Público e Professor da Universidade Federal do Amazonas desde 2013. Doutor em Direito Constitucional (UNIFOR) e Mestre em Ciências Jurídicas (UPFB).

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