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Artigos Conjur – Que Deus nos livre dos juspastores e suas seitas jurídicas

ARTIGO

Que Deus nos livre dos juspastores e suas seitas jurídicas

O artigo aborda a crítica à influência de seitas jurídicas no Direito contemporâneo, comparando-as ao neopentecostalismo e alertando para a perda de substância teórica das escolas jurídicas. Os autores, André Karam Trindade e Alexandre Morais da Rosa, destacam como a dinâmica de liderança carismática pode desresponsabilizar juristas, transformando-os em adeptos de uma doutrina rígida, em detrimento do pensamento crítico e da hermenêutica. A reflexão se dá sobre a necessidade de resgatar a ser...

Alexandre Morais da Rosa
02 jan. 2016 13 acessos
Que Deus nos livre dos juspastores e suas seitas jurídicas
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a crítica ao fenômeno contemporâneo do "neopentecostalismo jurídico", onde se destaca o surgimento de "seitas jurídicas" que diluem a pluralidade de escolas de pensamento do Direito, como o positivismo e realismo, sugerindo uma preocupação com a uniformização de ideias e a influência de líderes carismáticos no campo jurídico.

O texto analisa como a religião, ao invadir o espaço público, pode transformar o ensino jurídico em uma prática dogmática, desprovida da necessária interpretação crítica, comparando a adesão a essas seitas à felicidade e harmonia geradas pela organização grupal em detrimento da responsabilidade individual. Além disso, critica o papel dos "juspastores" — líderes que se comportam como oráculos, promovendo uma visão simplificada e literal das normas ao exigir fidelidade ao texto da lei, ao ponto de extinguir a subjetividade da análise jurídica.

O artigo propõe uma reflexão sobre a importância de resgatar um estudo sério do Direito e a responsabilidade que cada jurista deve ter na sua prática, evitando a despersonalização sob a influência dessas novas correntes.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Que Deus nos livre dos juspastores e suas seitas jurídicas", de André Karam Trindade e Alexandre Morais da Rosa.

  • Desmoronamento das Escolas Jurídicas: Reflexão sobre a perda de glamour e coesão das escolas jurídicas em comparação a épocas anteriores, onde havia um corpo de princípios bem estruturados.
  • O Fenômeno dos Juspastores: Discussão sobre a influência do neopentecostalismo no Direito e o surgimento de "seitas jurídicas", onde líderes carismáticos dominam o cenário jurídico.
  • Religião e Direito em Estados Laicos: Análise da separação entre a esfera religiosa e a jurídica, e os riscos da transferência da estrutura religiosa ao campo do Direito.
  • Definição de Seitas Jurídicas: A seita como um movimento que se opõe ao dominante, promovendo um saber científico compartilhado que proporciona harmonia entre seus membros.
  • Felicidade e Harmonia nas Seitas: Charles Melman e a ideia de que grupos seita­rios proporcionam um sentimento de elação e harmonia entre seus membros, como uma grande família.
  • Desresponsabilização na Jurisprudência: O perigo da desresponsabilização do sujeito nas decisões jurídicas frente a normas prescritivas da seita, levando a uma dependência das autoridades estabelecidas.
  • Papel do Fundador na Seita Jurídica: A figura do fundador como autoridade que centraliza o saber e condiciona a hermenêutica do Direito, promovendo uma interpretação rígida das normas.
  • Fidelidade ao Texto: A exigência de aderir estritamente ao texto legal, reduzindo a capacidade de interpretação crítica e reflexiva dos juristas.
  • A Crítica ao Conhecimento Sagrado e Alienante: A preocupação com seitas jurídicas que cobram 'dízimos' através de publicações e eventos, alienando os juristas de sua responsabilidade interpretativa.
  • Resgate das Escolas de Direito: Um apelo a retornar a um estudo sério e fundamentado nas Escolas de Direito, em oposição a uma cultura de pregações performáticas.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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