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Artigos Empório do Direito – Ser mau não é pra quem quer. é pra quem pode: considerações sobre tratamento jurídico despendido à violência sexual contra crianças e adolescentes

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ARTIGO

Ser mau não é pra quem quer. é pra quem pode: considerações sobre tratamento jurídico despendido à violência sexual contra crianças e adolescentes

O artigo aborda a complexa relação entre o tratamento jurídico da violência sexual contra crianças e adolescentes e as implicações sociais e psicológicas desse fenômeno. A autora, Maíra Marchi Gomes, critica a visão tradicional que equipara responsabilização à criminalização, destacando a seletividade do sistema penal e defendendo a necessidade de uma abordagem holística que priorize a proteção dos direitos das vítimas e respeite a dignidade do agressor. Além disso, o texto explora como a psi...

Maíra Marchi Gomes
14 mar. 2015 18 acessos
Ser mau não é pra quem quer. é pra quem pode: considerações sobre tratamento jurídico despendido à violência sexual contra crianças e adolescentes
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a problemática da violência sexual contra crianças e adolescentes, destacando a importância da Lei 11.340 no contexto da violência intrafamiliar, que acomete predominantemente mulheres.

Discute a prioridade atribuída a crianças e adolescentes pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a relevância do debate sobre a eficácia das respostas jurídicas frente a essas vítimas. O texto menciona a análise de NOGUEIRA NETO que critica a tendência da criminalização como a única forma de resposta estatal, evidenciando a ideia de que a responsabilização não se limita à penalização. Explora a concepção de que a impunidade é fruto de uma seletividade ideológica e perversa do sistema penal, que age de maneira discriminatória com base em estereótipos sociais. Aborda ainda as características estruturais desse sistema penal, como a criação de condições para a reincidência e a corrupção institucional.

O autor sugere que uma abordagem que compreeenda a punição sem demonizar o agressor, respeitando sua dignidade humana, poderia ser mais eficaz. Refere-se também à psicanálise como um campo que poderia contribuir para o entendimento do crime e a busca de soluções alternativas às respostas penais tradicionais, além de enfatizar a necessidade de um diálogo mais amplo entre o direito penal e a psicologia, visando uma proteção integral das vítimas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Ser mau não é pra quem quer. é pra quem pode: considerações sobre tratamento jurídico despendido à violência sexual contra crianças e adolescentes" por Maíra Marchi Gomes.

  • Violência sexual e seu tratamento jurídico: Análise da Lei 11.340 e suas implicações no contexto da violência sexual, especialmente em relação a crianças e adolescentes.
  • Prioridade absoluta aos direitos da criança: Discussão sobre a importância atribuída aos direitos das crianças e adolescentes, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
  • Criminalização versus outras respostas estatais: Reflexão sobre a ideia de que a criminalização dos agressores não deve ser a única solução para os crimes sexuais, conforme Nogueira Neto (2009).
  • Seletividade do sistema penal: Análise da seletividade do sistema judicial em relação a questões sociais como classe, raça e gênero, discutindo como isso afeta a punição dos agressores.
  • Crítica à visão hegemônica do sistema penal: Questionamento sobre a eficácia e legitimidade do sistema penal atual na resposta aos crimes sexuais.
  • Contribuições da psicanálise à criminologia: Exploração do papel da psicanálise na compreensão dos crimes sexuais e na reavaliação da responsabilidade dos agressores.
  • Direito penal messiânico versus Direito Penal de Garantia: Proposta de uma resposta penal mais humanizada e menos punitiva, orientada pelos direitos humanos.
  • Desconstrução da noção de pedofilia: Críticas à generalização de todos os agressores sexuais como “pedófilos”, enfatizando a complexidade dos fatores envolvidos na violência sexual.
  • Impactos sociais da demonização do delinquente sexual: Análise dos efeitos sociais da demonização dos criminosos, que perpetua um ciclo de violência e vingança.
  • Importância da transdisciplinaridade: Sugestão de abordar a proteção integral dos direitos das crianças e adolescentes a partir de uma perspectiva multidisciplinar.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maíra Marchi GomesPsicóloga Policial na Polícia Civil de Santa Catarina. Graduada em Psicologia (UFPR), Doutora em Psicologia (UFSC), Mestre em Antropologia Social (UFSC). Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise (PUC-PR), Dependência Química (PUC-PR), Direito Penal e Criminologia (UFPR), Psicologia Jurídica (PUC-PR), em Panorama Interdisciplinar do Direito da Criança e do Adolescente (PUC-PR), em Sistema de Justiça: mediação, conciliação e justiça restaurativa (UNISUL) e em Avaliação psicológica (CFP). Professora da Estácio de Florianópolis e São José e da Academia da Polícia Civil de Santa Catarina. Autora de \"BOPE: O fardo da farda\" e \"Dosimetria da pena e psicologizações: o operador do direito e a violência sexual\", além de capítulos de livros e artigos científicos.

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