Relatos e depoimentos processuais como as narrativas que formam o mundo do processo - por paulo silas taporosky filho
O artigo aborda a importância dos relatos e depoimentos processuais como narrativas que constroem o "mundo do processo" judicial. O autor, Paulo Silas Taporosky Filho, compara a perspectiva do narrador na literatura com as narrativas construídas por diferentes partes no processo, questionando qual relato deve ser considerado verdadeiro e como isso impacta a decisão final. Além disso, discute as implicações desses relatos, já que, enquanto a literatura lida com personagens fictícios, o direito...

O artigo aborda a relação entre relatos e depoimentos processuais e a construção do "mundo do processo", fazendo uma analogia com a narrativa literária.
Discute primeiramente quem são as personagens envolvidas no processo, destacando a importância das partes que contribuem para construir as informações que formarão a narrativa processual. A comparação entre a literatura e o direito é central, exemplificando com obras como "Os Miseráveis" e "Dom Casmurro", onde a perspectiva do narrador influencia a veracidade da história contada. A obra menciona que, na literatura, o narrador pode ser um terceiro que fornece uma visão holística ou um protagonista que apresenta uma visão parcial, levantando questões sobre a verdade e a justiça das narrativas.
No âmbito jurídico, o texto questiona quem narra o processo e como diferentes versões de um mesmo fato podem influenciar a narrativa que determina a "verdade" em um caso, ressaltando a pluralidade de narradores e a busca pela versão que será considerada válida. Esta complexidade é abordada com a intenção de provocar reflexões sobre as semelhanças e diferenças entre a construção de narrativas no campo literário e jurídico, destacando as consequências reais das decisões tomadas a partir da narrativa processual.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Relatos e depoimentos processuais como as narrativas que formam o mundo do processo" por Paulo Silas Taporosky Filho.
- Personagens no processo: Análise das partes responsáveis pelas informações no processo e como elas moldam o mundo dos autos.
- Comparação com narrativas literárias: Reflexão sobre como a estrutura narrativa na literatura pode se relacionar com a narrativa processual.
- Narrador externo vs. narrador interno: Discussão sobre as implicações de um narrador que não participa da história versus um que é parte da narrativa.
- Perspectivas e verdades parciais: Exploração de como diferentes narrativas influenciam a percepção da verdade, utilizando exemplos de "Os Miseráveis" e "Dom Casmurro".
- Decisão sobre qual relato prevalece: Questionamento sobre como se determina a narrativa que dominará a resolução de um processo e a validade de cada relato.
- Impacto da definição de "verdade": Consideração das consequências concretas das decisões judiciais baseadas nos relatos processuais em comparação às verdades literárias.
- Vários narradores no processo: Análise de como a multiplicidade de vozes no processo jurídico se diferencia da singularidade de uma obra literária.
- Questionamento da perspectiva: Reflexão sobre o papel da perspectiva do narrador no campo jurídico e suas implicações para a "verdade" do processo.
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