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Artigos Empório do Direito – O acusado é culpado pela conduta ou por existir? deslizamentos autoritário e trampas cognitivas

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ARTIGO

O acusado é culpado pela conduta ou por existir? deslizamentos autoritário e trampas cognitivas

O artigo aborda a complexidade da culpabilidade no processo penal, questionando se o juiz deve avaliar a conduta ou o autor do crime. Os autores analisam como as heurísticas e o "bacamarte mental" influenciam decisões judiciais, levando a uma simplificação inadequada de questões complexas e ao uso de estereótipos. A reflexão sobre a pergunta correta na avaliação da culpabilidade é destacada como crucial para evitar erros de deliberação e garantir uma justiça mais objetiva e fundamentada.

Alexandre Morais da Rosa
31 mai. 2015 14 acessos
O acusado é culpado pela conduta ou por existir? deslizamentos autoritário e trampas cognitivas
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexidade da culpabilidade no Direito Penal, iniciando com a reflexão sobre se o acusado é culpado pela conduta ou por sua mera existência, questionando a adequação da forma como essa pergunta é geralmente apresentada.

Discorrendo sobre heurísticas e o conceito de "bacamarte mental", enfatiza como o juiz pode simplificar questões complexas, permitindo que decisões sejam influenciadas por fatores inadequados, como estereótipos e características pessoais do acusado, desviando a análise da conduta penal. O artigo ainda menciona a prevalência de trampas cognitivas que, ao favorecer respostas simplificadas, podem prejudicar a busca pela verdade jurídica.

Discute o risco do "Direito Penal do Autor", apontando que decisões muitas vezes são tomadas com base em apreciações superficiais e não nas provas concretas. Finalmente, ressalta a importância de ocorrerem perguntas reflexivas e precisas que se concentrem na conduta imputada, em vez de preconcepções que podem impactar negativamente a justiça.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O acusado é culpado pela conduta ou por existir? deslizamentos autoritário e trampas cognitivas" por Alexandre de Morais da Rosa.

  • Reflexão sobre culpabilidade: A importância de questionar se o acusado é culpado pela conduta imputada e não apenas pela sua existência.
  • Heurísticas e desvio cognitivo: A capacidade humana de simplificar questões complexas e como isso afeta a tomada de decisões judiciais.
  • Bacamarte Mental: Conceito de Daniel Kahneman sobre como a mentalidade de "menor esforço" influencia decisões e julgamentos.
  • Influência das heurísticas no processo penal: Análise da troca de perguntas complexas por questões simples que podem levar a erros de julgamento.
  • Estereótipos e pré-conceitos: A prevalência de estereótipos na decisão judicial e como eles podem distorcer a compreensão do caso penal.
  • Decisão penal e sistemas de decisão: Discussão sobre a relação entre os sistemas de decisão S1 e S2 e suas implicações nas decisões judiciais.
  • A pergunta correta: A importância de reformular a pergunta sobre a culpabilidade do acusado para garantir um julgamento justo baseado nas condutas e não no autor em si.
  • Derrapamento autoritário: A tendência de decisões penais baseadas em meritocracias e regras intuitivas, em vez de provas concretas e fundamentos democráticos.
  • Consequências do bacamarte mental: Como a análise excessiva pode levar a uma gama de respostas que não necessariamente refletem a verdade legal, mas sim regras de bolso.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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