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Artigos Conjur – Quando a Síndrome do Pequeno Poder comparece nas audiências

ARTIGO

Quando a Síndrome do Pequeno Poder comparece nas audiências

O artigo aborda a "Síndrome do Pequeno Poder" no contexto do processo penal, discutindo como a dinâmica de poder pode levar agentes públicos a abusos em suas funções. Os autores, Alexandre Morais da Rosa e Aury Lopes Jr., destacam a importância de mecanismos de controle e a necessidade de resguardar direitos fundamentais para evitar que interesses pessoais prevaleçam sobre o interesse público. Além disso, enfatizam o papel do due process e da boa-fé objetiva para garantir a integridade das au...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
15 jul. 2022 19 acessos 5,0 (1 avaliações)
Quando a Síndrome do Pequeno Poder comparece nas audiências

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a Síndrome do Pequeno Poder no contexto das audiências judiciais, destacando temas cruciais como a dinâmica do poder no processo penal, a relação entre agentes estatais e a sociedade, e as implicações do abuso de poder.

Através da análise crítica, os autores discutem como o processo é um meio para fiscalizar e limitar o poder punitivo estatal, enfatizando a importância dos direitos fundamentais. O conceito de "problema de agência" é explorado para ilustrar como interesses pessoais podem se sobrepor ao interesse público, especialmente em ambientes hierárquicos. A sedução do poder é examinada, identificando comportamentos abusivos de agentes que, ao exercerem autoridade, adotam posturas opressivas. Além disso, o texto aborda as consequências da Síndrome do Pequeno Poder na segurança pública, onde a violência pode ser vista como um sintoma de insegurança. O artigo também traz à tona a relação entre opressores e oprimidos, assinalando a reprodução de dinâmicas abusivas, e discute a importância de rastros tecnológicos na responsabilização de comportamentos inadequados.

A frase “Sabe com quem está falando?” é utilizada para ilustrar a arrogância dos que se sentem privilegiados no exercício do poder. As audiências são analisadas como espaços onde essa síndrome pode se manifestar, comprometendo o devido processo. Por fim, o artigo propõe a adoção de uma boa-fé objetiva processual como forma de mitigar abusos, ao passo que enfatiza que a responsabilidade pelo combate à Síndrome do Pequeno Poder é uma tarefa coletiva, envolvendo todos os agentes do sistema judicial.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Quando a Síndrome do Pequeno Poder comparece nas audiências", de Alexandre Morais da Rosa e Aury Lopes Jr.

  • Dinâmica do Exercício de Poder: A relação entre o poder punitivo estatal e a necessidade de seus limites e contenções através dos direitos e garantias fundamentais.
  • Problema de Agência: A prevalência de interesses pessoais de agentes estatais sobre o interesse público, levando a abusos de poder.
  • Mecanismos de Controle: A importância de mecanismos de transparência e controle para prevenir a tentação autoritária entre os agentes do Estado.
  • Síndrome do Pequeno Poder: Descrição do comportamento autoritário de agentes que exercem poder em escalas hierárquicas, caracterizado por posturas opressivas.
  • Impacto na Segurança Pública: Como a herança autoritária e comportamentos de opressão se manifestam em ações de agentes da lei.
  • Relação Opressor-Oprimido: A reprodução de comportamentos opressivos pelos oprimidos quando em posição de poder.
  • Rastros Tecnológicos: A importância da tecnologia na identificação de práticas ilícitas, realçando a responsabilidade dos agentes estatais.
  • Abusos em Audiências: Como a negativa autoritária de permitir objeções e protestos materializa a Síndrome do Pequeno Poder jurisdicional.
  • Comportamento Inadequado das Partes: O risco do envolvimento emocional e a falta de profissionalismo que compromete o processo penal.
  • Estratégias de Enfrentamento: A necessidade de métodos apropriados para enfrentar o abuso de poder de forma não conflituosa, com ênfase na documentação dos abusos.
  • Boa-fé Objetiva no Processo: A importância da ética e da lealdade no exercício dos direitos processuais, promovendo a conformidade e transparência.
  • Autocontenção Pessoal: A reflexão sobre como todos podem, inconscientemente, reproduzir a Síndrome do Pequeno Poder em suas vidas profissionais e pessoais.
  • Tarefa Coletiva: A responsabilidade compartilhada de todos os agentes no processo penal em manter colaborativamente o respeito e a conformidade nas funções exercidas.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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