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Artigos Conjur – Os reflexos do machismo no júri popular

ARTIGO

Os reflexos do machismo no júri popular

O artigo aborda a influência do machismo no júri popular, destacando como a cultura patriarcal impacta as decisões judiciais em casos de violência de gênero. As autoras discutem a persistência de argumentos machistas, como a legítima defesa da honra, mesmo após decisões do STF que visam combater essa prática. Além disso, enfatizam a necessidade de mudanças culturais e políticas públicas eficazes para enfrentar a violência contra a mulher de maneira abrangente.

Gina Muniz
18 mar. 2023 11 acessos
Os reflexos do machismo no júri popular
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a relação entre machismo e sistema judiciário, enfatizando como a cultura patriarcal influencia decisões de júri popular em casos de violência de gênero.

Os temas incluem: a origem do Dia Internacional da Mulher, que representa a luta por igualdade de gênero; o caso Doca Street, exemplificando o uso da legítima defesa da honra; uma definição de feminismo como um movimento pela igualdade e contra a discriminação; a análise de fenômenos como feminicídio e cultura do estupro, que evidenciam as consequências de relações desiguais; e a evolução legislativa no Brasil, destacando a Lei Maria da Penha e a criação da figura penal do feminicídio. O texto também critica a eficácia das leis sem mudanças culturais e propõe que o combate à violência de gênero é uma questão que deve ir além do sistema judicial, pedindo campanhas e protocolos no setor privado.

Também é abordada a decisão do STF sobre a inconstitucionalidade da defesa da honra, mas alerta sobre as dificuldades de impedir que essas ideias influenciem os jurados. A pesquisa sobre a aplicação da tese de privilégio em feminicídios revela a persistência de visão machista na sociedade. Por fim, o artigo clama por uma desconstrução dos valores patriarcais e pela adoção de uma perspectiva de gênero no sistema judicial para reduzir a violência contra as mulheres e melhorar os julgamentos no júri popular.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Os reflexos do machismo no júri popular" por Gina Ribeiro Gonçalves Muniz e Priscilla Kaválli.

  • Dia Internacional da Mulher: Uma reflexão sobre a importância do 8 de março como uma data de conscientização e luta pela igualdade de gênero, e seu histórico a partir da Conferência Mundial sobre a Mulher em 1975.
  • Casos emblemáticos de violência de gênero: Discussão sobre o caso Doca Street e sua influente defesa na legitimidade da “honra”, destacando como isso impactou a conscientização sobre a violência contra mulheres.
  • Definição de feminismo: Entendimento do feminismo como um movimento pela igualdade de direitos, que combate a discriminação e a objetificação das mulheres.
  • Machismo e suas consequências: Reflexão sobre como o machismo se manifesta na cultura e na sociedade, resultando em atos de violência, incluindo feminicídio e assédio.
  • Legislação pertinente: Análise das leis que visam combater a violência de gênero no Brasil, como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio, e seus desafios na implementação.
  • Violência de gênero como questão cultural: Enfatiza que o combate à violência de gênero deve incluir mudanças culturais e sociais, não apenas respostas legais.
  • Impacto da cultura patriarcal no júri popular: A influência das crenças machistas nas decisões do júri, que frequentemente julga através de uma lente patriarcal.
  • Decisões judiciais e feminicídio: Crítica à ineficácia das decisões judiciais em eliminar a tese da “legítima defesa da honra” nos tribunais e suas repercussões no sistema jurídico.
  • Importância da perspectiva de gênero no judiciário: Discussão sobre a necessidade de julgamentos sensíveis à questão de gênero e o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero.
  • Necessidade de políticas públicas: Apelo por um investimento maior em políticas públicas que visem a igualdade de gênero, além das responsabilidades do sistema de justiça criminal.
  • Construção social da desigualdade: Reflexão sobre a necessidade de desconstruir a cultura patriarcal para reduzir a violência contra a mulher e as preconceitos em julgamentos.
  • Futuro esperançoso: O desejo de que o Dia Internacional da Mulher se torne uma data verdadeiramente comemorativa, refletindo a luta e conquistas das mulheres.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.

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