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Artigos Conjur – Mello e Abboud: O PL das Fake News e a imunidade parlamentar

ARTIGO

Mello e Abboud: O PL das Fake News e a imunidade parlamentar

O artigo aborda a complexidade das novas tecnologias e a ascensão das fake news, destacando a inadequação da regulação atual frente a esse fenômeno. Analisa o dever de accountability imposto pelo PL das Fake News, e critica a inclusão da imunidade parlamentar sem ressalvas, que poderia isentar parlamentares de responsabilidade por disseminação de informações falsas. Os autores defendem a necessidade de um modelo híbrido de regulação que possibilite a autorregulação nas plataformas digitais, g...

Georges Abboud
25 jan. 2022 22 acessos
Mello e Abboud: O PL das Fake News e a imunidade parlamentar
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a crescente problemática das fake news e sua relação com o Projeto de Lei (PL) que regulamenta as plataformas digitais e a imunidade parlamentar.

Os autores transitem pela complexidade das novas tecnologias e a necessidade de uma regulação que combine mecanismos tradicionais e autorregulatórios, diante da incapacidade do modelo atual de responder às novas dinâmicas de comunicação. O PL enfatiza a accountability de agentes políticos e a proibição do uso de verbas públicas em discursos discriminatórios, além da exigência de transparência nas comunicações oficiais. Em contrapartida, critiquem a proposta de tratamento da imunidade parlamentar nas plataformas, considerando-a inconstitucional, pois poderia permitir que parlamentares disseminassem fake news sem consequências, em desacordo com o princípio da autorregulação.

A análise leva em conta a jurisprudência do STF, que limita a imunidade parlamentar, destacando que essa proteção não deve abranger discursos de ódio e a incitação a crimes. Os autores concluem defendendo que a autorregulação é crucial no ambiente digital para combater fake news que ameaçam vidas e instituições democráticas, propondo uma visão mais equilibrada da imunidade parlamentar, que respeite outros direitos fundamentais garantidos pela Constituição.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "O PL das Fake News e a imunidade parlamentar", escrito por Georges Abboud e Cecilia Mello.

  • Impacto das Tecnologias e Fake News: A relação entre a agilidade das informações digitais e a proliferação de fake news, além da ineficiência dos modelos tradicionais de regulação.
  • Dever de Accountability: A imposição de obrigações de transparência para agentes políticos e entidades da Administração Pública nas comunicações, evitando o uso de verbas públicas para discursos discriminatórios.
  • Imunidade Parlamentar nas Plataformas: A crítica à inclusão da imunidade parlamentar nas plataformas digitais, que pode legitimar a disseminação de fake news e comprometer a autorregulação.
  • Desrespeito à Jurisprudência do STF: A negligência em relação a limites já estabelecidos pela jurisprudência do STF sobre a imunidade parlamentar em casos de crimes e discursos de ódio.
  • Importância da Autorregulação: A defesa da autorregulação das plataformas como meio eficaz de controle e remoção de conteúdos nocivos, destacando exemplos como desinformação sobre vacinas e voto eletrônico.
  • Proposta de Modificação da Imunidade: A sugestão de que a imunidade parlamentar, embora crucial, deve ser considerada dentro de um contexto mais amplo de direitos fundamentais e proteção constitucional.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

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