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Artigos Conjur – Natureza jurídica da motivação feminicida: retroatividade da subjetividade declarada pela Lei 14.994

ARTIGO

Natureza jurídica da motivação feminicida: retroatividade da subjetividade declarada pela Lei 14.994

O artigo aborda a natureza jurídica da motivação feminicida, discutindo as correntes que defendem sua caracterização como subjetiva ou objetiva. Os autores analisam a recente mudança promovida pela Lei 14.994/2024, que estabelece o feminicídio como crime autônomo, restabelecendo a perspectiva subjetiva da motivação e destacando a importância de corrigir injustiças e garantir coerência no sistema penal. A retroatividade da interpretação correta da lei visa pacificar o entendimento sobre o tema...

Rodrigo Faucz
20 dez. 2025
Natureza jurídica da motivação feminicida: retroatividade da subjetividade declarada pela Lei 14.994
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a natureza jurídica da motivação feminicida à luz da retroatividade da subjetividade, conforme delineado pela Lei 14.994/2024, e explora a discussão sobre se essa motivação deve ser considerada subjetiva ou objetiva.

Inicialmente, são apresentadas duas correntes doutrinárias: a primeira defende a natureza subjetiva da motivação feminicida, enfatizando a necessidade de uma análise interna das razões do agente, enquanto a segunda argumenta que a qualificadora está atrelada à condição feminina da vítima, caracterizando-a como objetiva. O texto destaca a mudança de entendimento promovida pela nova lei, que transforma o feminicídio em um crime autônomo e reconhece sua natureza subjetiva, encerrando a possibilidade de cumulação com qualificadoras subjetivas.

Além disso, discorre sobre a importância da coerência no sistema penal, afirmando que a nova norma não apenas reestrutura artigos, mas também corrige injustiças anteriores, devendo retroagir para pacificar a interpretação jurídica. O artigo ainda aponta os efeitos práticos dessa mudança legislativa, como a possibilidade de revisão criminal e Habeas Corpus em casos já julgados, e conclui com um apelo à reavaliação desse tema pelos tribunais superiores à luz da nova legislação.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Natureza jurídica da motivação feminicida: retroatividade da subjetividade declarada pela Lei 14.994" por Anthony Daniel de Campos Rodrigues e Rodrigo Faucz.

  • Natureza jurídica do feminicídio: Discussão sobre se a motivação feminicida deve ser considerada subjetiva ou objetiva, com duas correntes teóricas divergentes.
  • Corrente subjetiva: Análise da perspectiva que defende a necessidade de compreensão das motivações internas do agente, semelhante ao mecanismo das qualificadoras de motivo torpe e fútil.
  • Corrente objetiva: Exame da posição que sustenta a motivação feminicida como uma circunstância ligada à condição feminina da vítima, permitindo a coexistência com outras qualificadoras.
  • Autonomização da qualificadora: Comentários sobre a Lei nº 14.994/2024 e sua importância na reconfiguração do feminicídio como crime autônomo, deslocando a natureza para subjetiva.
  • Princípio do ne bis in idem: Explanação acerca da revogação e dos impactos da nova lei em relação à dupla punição em situações onde havia overlap de motivações.
  • Motivação como elemento fundamental: A necessidade de entender a motivação do crime na definição do feminicídio, destacando a natureza discriminatória do ato.
  • Silêncio eloquente na nova legislação: Observação sobre a omissão deliberada de qualificadoras subjetivas na nova tipificação do feminicídio, solidificando o entendimento sobre sua natureza.
  • Orientações práticas para o Judiciário: Diretrizes para a aplicação da nova lei em ações penais em curso, incluindo habeas corpus e revisão criminal em caso de injustiças já consolidadas.
  • Revisão judicial e impacto social: A importância de que tribunais revisitem e ajustem posturas à luz da nova legislação para garantir a coerência do sistema penal.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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