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Artigos Conjur – Não podemos cair nas armadilhas paranoicas: o caso do menino Arthur

ARTIGO

Não podemos cair nas armadilhas paranoicas: o caso do menino Arthur

O artigo aborda a complexidade e os riscos do processo penal diante do clamor social no caso do menino Arthur, destacando como a polícia, em meio à pressão midiática, pode cair em armadilhas cognitivas ao antecipar conclusões sem evidências sólidas. Os autores discutem a reatividade de instituições policiais e os efeitos de práticas processuais inadequadas, evidenciando a necessidade de se respeitar garantias fundamentais e a legalidade durante investigações. Por fim, alertam para o impacto n...

Alexandre Morais da Rosa, Philipe Benoni
19 jan. 2018 14 acessos
Não podemos cair nas armadilhas paranoicas: o caso do menino Arthur
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexidade do processo penal à luz do caso do menino Arthur, analisando temas como os direitos e garantias fundamentais, que permanecem ameaçados em um clima de ansiedade gerado pelo apelo social e midiático; os erros cognitivos que podem surgir das premissas de investigação, exemplificados pela antecipação de um suspeito com base em uma conversa interceptada; a teoria da serendipidade, que discute a admissibilidade de provas obtidas de forma acidental em investigações que envolvem diferentes crimes; a importância da cautela no processo penal democrático, ressaltando que a hipótese levantada não deve ser aceita sem garantias adequadas; e por fim, a necessidade de uma mudança de mentalidade nas práticas processuais para se alinhar com os princípios do devido processo legal, enfatizando o papel contramajoritário do inquérito e a importância de respeitar as minorias dentro do sistema judiciário.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Não podemos cair nas armadilhas paranoicas: o caso do menino Arthur", escrito por Alexandre Morais da Rosa e Philipe Benoni Melo e Silva.

  • Contexto do Caso Arthur: Análise sobre o impacto do clamor social e a pressão midiática na investigação policial, destacando a fragilidade dos direitos e garantias fundamentais.
  • Intercepções Telefônicas e Antecipação de Efeitos: Discussão sobre a abordagem da polícia na investigação, onde uma conversa interceptada levou à detenção de um suspeito sem provas concretas.
  • Erro Cognitivo e Paranoia Processual: Reflexão sobre os riscos de uma investigação contaminada por premissas errôneas, resultando em erros que podem comprometer a justiça.
  • Teoria da Serendipidade: Explicação do conceito jurídico que justifica a descoberta de provas de um crime diferente durante a investigação, e as restrições sobre a sua admissibilidade no processo.
  • Importância do Processo Penal Contramajoritário: A necessidade de garantir direitos fundamentais e evitar a antecipação de efeitos prejudiciais à defesa dos acusados.
  • Crítica à Mentalidade Processual Anacrônica: Um apelo à modernização das práticas investigativas e processuais para assegurar um futuro mais justo e democrático ao sistema penal.
  • Devido Processo Legal: Enfatização da necessidade de respeito às normas legais durante a fase de investigação, com atenção às garantias do devido processo.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Philipe BenoniAdvogado Criminalista. Título Próprio da Universidade Pablo de Olavide de Sevilha (ES) em Fundamentos Críticos: los derechos humanos como Processos de Lucha por la Dignidad. Especialista em Direito Público pela Faculdade Fortium. Especialista em Probidade Administrativa pela Faculdade Projeção. Autor de livros e artigos.

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