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Artigos Conjur – Antimanual para compreender Estado de Natureza Hermenêutico

ARTIGO

Antimanual para compreender Estado de Natureza Hermenêutico

O artigo aborda a tensão entre a interpretação normativa e a relação entre sujeito e objeto no campo do direito, destacando a importância da linguagem no processo hermenêutico. Os autores, Alexandre Morais da Rosa, enfatizam a crítica às visões positivistas e ao decisionismo, propondo uma nova compreensão do direito fundamentada na tradição democrática e na Constituição como referência essencial. A obra sugere que a hermenêutica deve transcender a mera aplicação de métodos, promovendo uma res...

Alexandre Morais da Rosa
08 out. 2016 13 acessos
Antimanual para compreender Estado de Natureza Hermenêutico
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexa relação entre o sujeito, o objeto e a linguagem na hermenêutica jurídica, destacando a tensão entre texto e sentido resultante da norma, influenciada por uma tradição metafísica da Escolástica.

O texto critica a ideia de um método universal de interpretação, argumentando que a compreensão deve ser ancorada na linguagem e no contexto social, ao invés de um recurso técnico descolado da realidade. Os autores, como Lenio Streck e Ernildo Stein, são citados para enfatizar a importância da filosofia hermenêutica de Heidegger e Gadamer, que trazem à luz a precompreensão e o círculo hermenêutico como fundamentais para a interpretação. O artigo também discute a crítica ao decisionismo e à discricionariedade no direito, propondo a superação da Filosofia da Consciência e a adoção de uma tradição autêntica que vincule a hermenêutica ao compromisso democrático.

Além disso, menciona a necessidade de limites sintáticos, semânticos, e pragmáticos na interpretação, alertando sobre o risco de se cair em um estado de natureza hermenêutico quando os enunciadores carecem de uma base sólida na tradição. Por fim, a ideia central defende que a Constituição deve ser o guia da hermenêutica, estabelecendo constrangimentos que garantam uma interpretação vinculada aos princípios democráticos e emancipadores, desafiando assim os juristas a se tornarem produtores de sentido, em vez de meros consumidores no discurso jurídico.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Antimanual para compreender Estado de Natureza Hermenêutico", de Alexandre Morais da Rosa.

  • Distinção entre Sujeito e Objeto: A cisão entre sujeito universal e objeto essencial, destacando a relação entre texto e sentido na interpretação jurídica.
  • A Superação do Esquema Sujeito-Objeto: A proposta de integrar sujeito e objeto em um campo único pela linguagem, ressaltando a impossibilidade de um método universal.
  • Contribuições de Heidegger e Gadamer: A importância da compreensão vinculada ao ser-aí e como isso impacta a hermenêutica, levando à necessidade de uma pré-compreensão.
  • Crítica ao Decisionismo na Tradição Jurídica: A rejeição da discricionariedade e decisionismo, defendendo uma interpretação que vá além do positivismo hegemônico.
  • Momento da Applicatio e Tradição: A ideia de que não existem momentos hermenêuticos isolados, mas sim uma fusão de horizontes que deve respeitar a tradição jurídica.
  • Constrangimentos da Interpretação Jurídica: A importância de limites sintáticos, semânticos e pragmáticos para assegurar a pertinência dos sentidos à Constituição e à tradição democrática.
  • A Tradição Autêntica como Critério Hermenêutico: O papel da Constituição como o maior constrangimento da hermenêutica jurídica, evitando a objetificação da interpretação.
  • Responsabilidade na Enunciação: A transição de consumidores para produtores de sentido no campo jurídico, enfatizando a necessidade de mediações simbólicas para limitar as enunciações.
  • Desafios da Hermenêutica Filosófica: A necessidade de reconhecer e desvelar a posição de enunciação dos atores jurídicos e suas implicações na interpretação do direito.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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