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Jurisprudência

Radar de Admissibilidade: passar do gate do STJ no recurso criminal

Guia do Radar de Admissibilidade e suas ferramentas: a jurimetria de passar (ou não) o gate do STJ criminal, o diagnóstico do seu recurso por caso, o pré-teste que lê a sua peça e mostra os casos reais que barraram no mesmo ponto, e a anatomia de cada barreira. Mede o funil visível (quem chegou ao STJ), que é justamente a briga do cliente.

Atualizado em 24 out 2026admissibilidaderecurso-especialareespstjjurimetriaprequestionamentosumula-7jurisprudencia

O problema que este conjunto ataca

Chegar ao STJ é o principal desafio do recurso criminal: a maior parte é barrada na admissibilidade, antes de o mérito ser sequer analisado: Súmula 7 (reexame de prova), falta de prequestionamento, habeas corpus como sucedâneo, supressão de instância. O Radar de Admissibilidade e suas ferramentas mapeiam esse gate com dados: o que passa, o que barra, e por quê.

São ferramentas em beta aberto, disponíveis para quem assina o plano Estratégia, construídas sobre as decisões de admissibilidade do próprio STJ, já enriquecidas. A porta é criminalplayer.com.br/radar-admissibilidade.

As quatro ferramentas

1) Radar de Admissibilidade: o terreno

A visão analítica: a taxa de passar o gate cruzada por veículo (AREsp, HC, REsp, RHC), por assunto/crime e por relator. O achado que mais surpreende: o relator sorteado é o maior fator isolado. No mesmo assunto, o tráfico, a taxa de barrado vai de cerca de um quarto a quase três quartos conforme o ministro. Cada taxa abre as decisões reais.

Três leituras completam o quadro:

  • Nem toda decisão vem de um relator. Acima do ranking ficam as três camadas do gate: a porta de entrada (a presidência decide, antes da distribuição, se o recurso chega a um relator), o relator sorteado e a porta de saída (a vice-presidência decide se o caso sobe ao Supremo). As duas portas barram muito mais do que qualquer gabinete, e por isso o ranking de relatores mostra só quem julga.
  • As duas paredes da porta de saída. Na etapa do recurso ao Supremo, boa parte das barras vem de dois precedentes do STF sobre a via, e não sobre o caso: o Tema 181 (pressupostos de admissibilidade de recurso julgado por outro tribunal não têm repercussão geral) e o Tema 339 (fundamentação sucinta satisfaz a Constituição).
  • Barrado não é o mesmo que derrotado. O funil mostra quantas decisões não conheceram do recurso e ainda assim deram algo à defesa, porque o tribunal concede a ordem de ofício sem conhecer do recurso. Nas barreiras em que isso pesa, a barra traz a linha "em N a defesa obteve algo mesmo assim".

As súmulas citadas nos rótulos das barreiras abrem o enunciado ali mesmo, sem sair da página.

2) Radar do meu recurso: o diagnóstico por caso

Você informa o recorte (assunto, veículo, o que discute, relator) e vê a chance histórica de passar, a variância do sorteio do relator, as barreiras prováveis com conselho de como evitá-las, um checklist e os precedentes que passaram. Uma entrada assistida por IA pode ler a decisão recorrida e pré-preencher os campos, e você confere. A decisão pode ser colada ou enviada em arquivo (PDF, Word ou texto); o arquivo enviado fica guardado na sua conta.

3) Pré-teste do recurso: cole a peça

O mais direto: você cola a sua peça (ou envia o arquivo) e recebe os pontos onde o STJ historicamente barra, com casos reais parecidos como prova. A recuperação é semântica ("casos como o seu", não busca por palavra), respeita a matéria do caso e traz tanto os que barraram na mesma barreira quanto os que passaram, para você antecipar o filtro na prática.

O laudo também:

  • separa as duas causas da deficiência de fundamentação, que pedem correções opostas: a Súmula 182 do STJ (o agravo não atacou os fundamentos da decisão recorrida) e a Súmula 284 do STF (a própria petição é deficiente);
  • procura o tópico de relevância da questão federal no recurso especial, que a Emenda Regimental 55/2026 do STJ passou a exigir também em matéria criminal;
  • confere as citações da peça: súmula cancelada, superada, alterada ou não localizada no catálogo oficial e dispositivo revogado são apontados; precedentes não são conferidos;
  • fecha com o que acontece se o recurso for barrado, em recurso especial e agravo em recurso especial.

O texto colado não fica guardado na sua conta; o arquivo enviado, sim. Peça acima de 30 mil caracteres é recusada com aviso, para que você recorte as razões e analise de novo.

Passo a passo detalhado no guia próprio: Pré-teste do recurso.

4) Anatomia das barreiras: por dentro de cada obstáculo

Centrada na barreira: para cada uma (Súmula 7, prequestionamento, sucedâneo…), quais pedidos e crimes estão sobre-representados entre os barrados, o contexto fático típico, como não cair e exemplos. Serve para conhecer o inimigo antes de escrever.

No Radar e na Anatomia, a Súmula 182 do STJ e a Súmula 284 do STF aparecem sob um rótulo só ("Súmulas 182/284"), porque o acervo as registra juntas; o texto da barreira explica as duas causas. Para saber qual delas pesa na sua peça, use o Pré-teste.

Como ler sem se enganar

  • Sinal, não gabarito; descritivo, não causal. As taxas descrevem como o STJ tem decidido casos parecidos, não o destino do seu. Valem as mesmas três regras do Observatório.
  • Mede o funil visível. A ferramenta enxerga quem chegou ao STJ (inclusive quem agravou de uma inadmissão na origem, que vira AREsp, uma das maiores classes do acervo). O recurso que morreu na origem sem agravo não aparece em fonte nenhuma. Mas a briga do AREsp é a briga do cliente, e é essa que a ferramenta ilumina.
  • O relator explica muito, e isso é desconforto útil. A variação por ministro é real e grande; a ferramenta a mostra para você calibrar expectativa e argumento, não para reclamar do sorteio.

Onde isso se conecta

Para a jurimetria de mérito (não de admissibilidade) no tráfico, veja o Módulo Lei de Drogas. Para o STF, o Observatório de Decisões. Para pesquisar decisões livremente, a Busca de Decisões.

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