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Artigos Conjur – Ninguém pode fugir da polícia, mas alguns podem menos do que outros (parte 1)

ARTIGO

Ninguém pode fugir da polícia, mas alguns podem menos do que outros (parte 1)

O artigo aborda a discussão sobre a legitimidade da busca pessoal pela polícia em casos de tentativa de fuga, destacando a recente decisão da 3ª Seção do Superior Tribunal de Justiça que permite tal ação ao avistar uma guarnição. Os autores, Denis Sampaio e João Vitor Antunes dos Santos, analisam a necessidade de um standard probatório claro, considerando o contexto social e racial que influencia o tratamento diferenciado de indivíduos, sobretudo jovens negros, em situações de abordagem polic...

Denis Sampaio
14 fev. 2026
Ninguém pode fugir da polícia, mas alguns podem menos do que outros (parte 1)
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a reflexão sobre o padrão probatório racialmente seletivo em situações que envolvem a tentativa de fuga diante de uma abordagem policial, inspirado na frase de George Orwell sobre desigualdade.

Inicia-se com a análise do entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a realização de busca pessoal em contexto de fuga, destacando o julgamento de abril de 2024, que definiu que a fuga repentina ao avistar a polícia pode justificar uma busca pessoal, mas não uma domiciliar. A importância das evidências objetivas para a fundada suspeita é ressaltada, assim como os limites do standard probatório, que ainda mantém uma dose de subjetividade. Além disso, discute-se a implicação dessa jurisprudência no tratamento desproporcional de jovens negros, sugerindo que a decisão judicial pode reforçar práticas de controle policial seletivo.

O texto delineia a necessidade de critérios objetivos para a aferição da suspeita, para que não haja discriminação racial durante abordagens policiais, além de apresentar um relato pessoal que ilustra essa dinâmica de privilégio racial em situações de abordagem policial. O artigo também se propõe a aprofundar a análise no olhar racial na continuação da discussão.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Ninguém pode fugir da polícia, mas alguns podem menos do que outros (parte 1)" por Denis Sampaio e João Vitor Antunes dos Santos.

  • Inspiração na obra de Orwell: A frase icônica de "A Revolução dos Bichos" e sua relação com a desigualdade no tratamento policial.
  • Standard probatório e busca pessoal: Análise do entendimento da 3ª Seção do STJ sobre a possibilidade de busca pessoal em caso de fuga ao avistar a polícia.
  • Histórico de decisões do STJ: Discussão sobre a evolução do entendimento da Corte em relação à fundada suspeita e as implicações sociais das decisões.
  • Discussão sobre a tentativa de fuga: Considerações sobre o que caracteriza uma "tentativa de fuga" e como isso impacta as decisões sobre busca pessoal.
  • Desproporcionalidade nas abordagens policiais: A preocupação com a maneira como as práticas policiais afetam desproporcionalmente jovens negros no Brasil.
  • Limites e subjetividade no standard probatório: Reflexão crítica sobre as interpretações variadas entre agentes policiais e a necessidade de critérios objetivos.
  • Exemplos de jurisprudência: Casos que ilustram a evolução da jurisprudência do STJ e limitações ao uso de tentativa de fuga como justificativa para busca pessoal.
  • Critérios objetivos para busca pessoal: A necessidade de definir parâmetros rigorosos para não violar direitos fundamentais, considerando a racialização das abordagens policiais.
  • Experiência pessoal dos autores: Relato de um incidente real enfrentado pelos autores que ilustra a disparidade no tratamento policial com base na raça.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Denis SampaioDoutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Lisboa/PT. Mestre em Ciências Criminais pela UCAM/RJ. Visiting Student na Universidade de Bologna/IT. Investigador do Centro de Investigação em Direito Penal e Ciências Criminais da Faculdade de Lisboa/PT. Professor de Processo Penal (Pós- Graduação PUC. UCAM. Escola Superior da Defensoria Pública – FESUDEPERJ. Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ). Defensor Público do Rio de Janeiro. Ex- Presidente da Comissão Criminal do Colégio Nacional das Defensorias Gerais. Membro Honorário do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB). Autor de livros e artigos.

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