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Artigos Empório do Direito – Assistência judiciária municipal? stf afaste esse diadema!

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ARTIGO

Assistência judiciária municipal? stf afaste esse diadema!

O artigo aborda a discussão acerca da inconstitucionalidade da assistência judiciária municipal, em especial no caso da cidade de Diadema, à luz da ADPF nº 279. O autor, Eduardo Januário Newton, critica a possibilidade de os municípios prestarem serviços de assistência jurídica, argumentando que tal função é exclusiva da Defensoria Pública, conforme determinado pela Constituição. Além disso, ele alerta sobre os riscos de tal prática, incluindo a criação de um grande número de defensorias muni...

Eduardo Newton
02 out. 2020 17 acessos
Assistência judiciária municipal? stf afaste esse diadema!
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a temática da assistência judiciária municipal à luz da arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) nº 279, onde é questionada a legitimidade dos serviços de assistência judiciária prestados pelo município de Diadema.

O texto explora a concepção constitucional da Defensoria Pública, destacando a Emenda Constitucional nº 80/14, que fixa a obrigação do Estado em garantir defensores públicos federais e estaduais, refutando a ideia de que municípios possam prestar tal assistência. O autor critica a visão nominalista expressa em alguns votos, enfatizando que o nome do serviço não altera seu caráter inconstitucional. Também é feita uma distinção entre a atuação das Defensorias Públicas e a assistência judiciária prestada por faculdades de direito, ressaltando que esta última é voltada para a formação acadêmica dos alunos.

O artigo menciona a importância de um controle eficaz sobre a criação de múltiplas defensorias municipais e alerta sobre o risco de transformação da assistência judiciária em um instrumento assistencialista para fins políticos. O autor conclama os ministros do STF a realizarem o julgamento de forma presencial, promovendo um debate mais amplo sobre o tema, que considera vital para a preservação da Defensoria Pública como uma instituição essencial à justiça.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Assistência judiciária municipal? STF afaste esse diadema!" por Eduardo Januário Newton.

  • Contexto da ADPF nº 279: Análise da Ação Direta de Descumprimento de Preceito Fundamental que questiona a assistência judiciária no município de Diadema, destacando a urgência do julgamento e os votos já emitidos pela corte.
  • Impossibilidade de Defensorias Públicas municipais: Discussão sobre a inconstitucionalidade da instituição de Defensorias Públicas em âmbito municipal, à luz da Emenda Constitucional n° 80/14 que prevê defensores públicos federais e estaduais.
  • Criticas ao nominalismo no direito: Exame da crítica à abordagem nominalista da Ministra Relatora e a defesa da definição constitucional da assistência jurídica como responsabilidade da Defensoria Pública.
  • Diferença entre assistência judiciária e atividades acadêmicas: Comparação entre a atuação das Defensorias e a função dos escritórios modelos nas faculdades de direito, enfatizando a finalidade educacional versus a prestação de serviço.
  • Deveres municipais e assistência jurídica: Argumento sobre o papel dos municípios na assistência jurídica, sugerindo que eles devem atuar como suporte às Defensorias Públicas em vez de implementar serviços próprios.
  • Consequências da improcedência da ADPF nº 279: Preocupações quanto à possibilidade de criação de várias defensorias municipais, implicações de controle e a ameaça à cidadania.
  • Convocação para um debate presencial: Apelo do autor para que o julgamento seja realizado de forma presencial, permitindo um debate mais amplo sobre a questão das Defensorias Públicas.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Eduardo NewtonAtualmente, Defensor Público do estado do Rio de Janeiro. Foi Defensor Público do estado de São Paulo. Possui mais de 17 anos de atuação na defesa criminal. Foi o subscritor da Reclamação Constitucional nº 29.303/RJ que determinou a obrigatoriedade da audiência de custódia para todas as modalidades prisionais.

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