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Artigos Empório do Direito – A competência penal e o sistema s – o stf reitera o seu entendimento

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ARTIGO

A competência penal e o sistema s – o stf reitera o seu entendimento

O artigo aborda a decisão do STF sobre a competência penal em relação a ações envolvendo entidades do Sistema S, destacando o julgamento da Reclamação 43479. O relator, ministro Gilmar Mendes, reafirmou que a Justiça comum estadual é a competente para julgar casos de irregularidades nessas entidades, afastando a jurisdição da Justiça Federal, além de abordar detalhes sobre a colaboração premiada e suas implicações. A votação também reafirmou a jurisprudência já consolidada da Corte sobre a ma...

Rômulo Moreira
13 ago. 2021 27 acessos
A competência penal e o sistema s – o stf reitera o seu entendimento
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Reclamação 43479, que analisou a competência do juízo da 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro em processos relacionados à Operação Esquema S, que investiga irregularidades no Sistema S, incluindo tráfico de influência e desvio de recursos.

O relator, ministro Gilmar Mendes, destacou a incompetência da Justiça federal em casos que envolvem entidades do Sistema S, conforme jurisprudência da Corte e o Enunciado 516 da súmula do STF. A decisão envolveu a suspensão de ações penais e busca e apreensão relacionadas, bem como considerações acerca da homologação de acordos de colaboração premiada e a usurpação de competência do STF. A votação incluiu um pedido de vista e, ao retomar, a Turma decidiu, por unanimidade, anular os atos da Justiça Federal e remeter os autos à Justiça estadual.

O texto também menciona precedentes da Suprema Corte sobre a atribuição do Ministério Público estadual na apuração de irregularidades no Sistema S, enfatizando que essas entidades são pessoas jurídicas de direito privado e não integram a Administração Pública. O artigo ainda aborda a questão da legalidade de medidas de busca e apreensão e do bloqueio de bens no contexto penal, além de discussões anteriores sobre a atuação do Ministério Público Federal versus o estadual em casos semelhantes.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A competência penal e o sistema s – o stf reitera o seu entendimento" por Rômulo de Andrade Moreira.

  • Julgamento da Reclamação 43479: Discussão sobre a (in)competência do juízo da 7ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro no processamento de ações penais relacionadas à Operação Esquema S, envolvendo tráfico de influência e desvios no Sistema S.
  • Medida Liminar Previamente Concedida: O relator, ministro Gilmar Mendes, já havia suspendido a ação penal, o pedido de busca e apreensão e outros processos na 7ª Vara Criminal Federal em 2020.
  • Pretenções dos Conselhos Seccionais: Os conselhos da OAB questionaram a competência do juiz Marcelo Bretas ao homologar acordo de colaboração premiada envolvendo o ex-presidente da Fecomércio-RJ.
  • Decisão do Relator: O ministro Gilmar Mendes concluiu pela incompetência do Juízo da 7ª Vara Criminal Federal, citando que o Sistema S é formado por entidades de direito privado e não se relaciona diretamente com a Administração Pública.
  • Habeas Corpus de Ofício: A Segunda Turma do STF declarou, por maioria, a nulidade dos atos decisórios da Justiça Federal, remetendo os autos à Justiça do Estado do Rio de Janeiro.
  • Posição do Ministro Nunes Marques: Acompanhou o relator ressaltando que os acordos homologados não envolvem autoridades com foro privilegiado, mas com ressalva sobre a competência da Justiça Federal em casos envolvendo entidades do Sistema S.
  • Jurisprudência Consolidada: O entendimento do STF que estabelece a competência da Justiça comum estadual para processar ações envolvendo irregularidades nas entidades do Sistema S foi reforçado através de decisões anteriores do Supremo.
  • Natureza Jurídica do Sistema S: Os componentes do Sistema S são considerados entidades de direito privado que, apesar de arrecadarem recursos de contribuições parafiscais, não se integram à coletividade da Administração Pública.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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