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Artigos Conjur – Atuação da Defensoria em complementaridade à advocacia privada

ARTIGO

Atuação da Defensoria em complementaridade à advocacia privada

O artigo aborda a importância da atuação da Defensoria Pública em complementaridade à advocacia privada, destacando sua função de proteger não apenas indivíduos em situação de vulnerabilidade econômica, mas também coletividades e direitos indisponíveis. Apresenta a figura do defensor público como um agente essencial na garantia do devido processo legal, atuando em casos de dupla vulnerabilidade geográfico-financeira, onde o acesso à Justiça é comprometido. O texto enfatiza a necessidade de co...

Jorge Bheron Rocha
11 jul. 2017 12 acessos
Atuação da Defensoria em complementaridade à advocacia privada
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a atuação da Defensoria Pública em paralelo à advocacia privada, destacando que a Defensoria não se limita a atender apenas quem se encontra em vulnerabilidade econômica, mas também outros grupos e situações que demandam proteção de direitos fundamentais, como a vida, saúde e dignidade.

Ele explora o papel do defensor público no processo penal, que pode atuar como representante da parte acusada ou do ofendido, além de se posicionar como custos vulnerabilis, intervindo em nome de terceiros interessados para garantir que os direitos sejam respeitados. O texto menciona a proposta de Luigi Ferrajoli, que sugere que a Defensoria Pública funcione como um Ministério Público da Defesa, focando na proteção dos interesses dos acusados. Exemplos de atuação efetiva da Defensoria ao lado da advocacia privada são apresentados, incluindo casos de vulnerabilidades geográfico-financeiras que afetam o acesso à Justiça, como a dificuldade de deslocamento e custos associados ao patrocínio da defesa.

A chamada "dupla vulnerabilidade" é discutida, ressaltando que, em situações onde o acusado não consegue arcar com os custos de defesa e deslocamento, a Defensoria deve ser acionada para garantir o acesso à Justiça e a ampla defesa. Além disso, o artigo menciona a importância da sustentação oral como um direito da defesa e a necessidade de a Defensoria ser intimada em casos onde a presença dos defensores é essencial para o equilíbrio processual. Em suma, o texto propõe uma reflexão sobre a importância de uma atuação integrada entre a Defensoria Pública e a advocacia privada para assegurar os direitos fundamentais no sistema judicial.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "A atuação da Defensoria Pública em complementaridade à advocacia privada" da Redação ConJur.

  • Defensoria Pública e Vulnerabilidade: A atuação da Defensoria Pública não se limita a atender apenas indivíduos em vulnerabilidade econômica, mas abrange situações relacionadas a direitos fundamentais como vida, liberdade e dignidade.
  • Atuação no Processo Penal: O defensor público pode atuar como representante da parte acusada ou do ofendido, além de poder intervir como custos vulnerabilis, defendendo interesses próprios sem representar diretamente uma parte.
  • Papel Complementar: A Defensoria Pública deve atuar como um Ministério Público da Defesa, colaborando com a advocacia privada e atuando em benefício do interesse público.
  • Normatização e Legislação: A atuação da Defensoria é pautada em normas constitucionais e infraconstitucionais, como a Constituição Federal e a Lei Complementar 80/94.
  • Dificuldades Financeiras e Geográficas: Casos de acusados com dificuldades financeiras para custear advogados privativos, especialmente em processos em comarcas distantes, evidenciam a necessidade da atuação da Defensoria Pública.
  • Sustentação Oral: A importância da sustentação oral em casos de vulnerabilidade onde o acusado não pode arcar com os custos do deslocamento de seu advogado, sendo a intervenção da Defensoria Pública crucial para garantir o contraditório e a ampla defesa.
  • Reconhecimento Judicial: Casos em que o Judiciário reconhece a vulnerabilidade geográfico-financeira do acusado demonstram a necessidade de maior colaboração entre Defensoria Pública e advocacia privada.
  • Intimação da Defensoria: A prática sugere que, diante de vulnerabilidades, a Defensoria Pública deve ser intimada a participar do julgamento para assegurar a defesa adequada e a justiça processual.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Jorge Bheron RochaDefensor Público desde 2006. Doutor em Direito Constitucional pela Unifor e Mestre em Ciências Jurídico-Criminais pela Universidade de Coimbra/Portugal com estágio de Pesquisa da George-August-Universitat Göttingen, Alemanha. Ex-Presidente e Conselheiro do Conselho Penitenciário do Estado do Ceará. Professor, palestrante e autor.

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