Artigos Conjur – O espetáculo dos julgamentos do STF garante a publicidade?

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O espetáculo dos julgamentos do STF garante a publicidade?

O artigo aborda a influência da "voz das ruas" sobre as decisões do STF, destacando como a exposição midiática dos julgamentos transforma Ministros em celebridades e condiciona suas decisões a expectativas populares. Os autores alertam para os riscos da espetacularização do judiciário, que pode comprometer a racionalidade e os princípios jurídicos, enfatizando a necessidade de se preservar a integridade do processo penal diante da pressão social e das demandas imediatistas.

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr, Daniel Kessler de Oliveira
13 dez. 2019 7 acessos
O espetáculo dos julgamentos do STF garante a publicidade?
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a influência da "voz das ruas" e a espetacularização dos julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF), analisando como a pressão social e a exibição midiática impactam as decisões judiciais.

Discute-se como a visibilidade dos ministros transforma-os em celebridades, criando um ambiente em que a expectativa popular pode subordinar princípios jurídicos a uma estética de espetáculo. A relação entre a publicidade dos atos judiciais e a opinião pública é explorada, destacando que a legitimidade das decisões não deve ser pautada por consensos momentâneos, mas pela aceitação racional dos direitos. A crítica à justiça penal mediática ressalta o risco de decisões se tornarem populares em detrimento da observância das garantias legais. O texto ainda menciona a figura do "populista judicial", que busca agradar ao público em suas deliberações, muitas vezes à custa de direitos fundamentais, evidenciando a tensão entre a expectativa popular e a função contramajoritária do Judiciário.

Além disso, destaca-se a tradição autoritária no processo penal brasileiro e como a midiatização dos julgamentos tem potencializado a pressão da opinião pública, transformando a atuação dos ministros e criando um terreno fértil para decisões que visam mais a aceitação popular do que a justiça objetiva.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A 'voz das ruas' implica na espetacularização dos julgamentos no STF?" de Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr. e Daniel Kessler de Oliveira.

  • Influência da Opinião Pública: Análise de como a "voz das ruas" impacta nas decisões dos Ministros do STF e condiciona as expectativas sociais em relação à justiça.
  • Espetacularização do Judiciário: Discussão sobre a transformação dos Ministros em celebridades devido à transmissão midiática dos julgamentos, com ênfase no risco de banalização do debate jurídico.
  • Expectativas e Pressão Social: Como as expectativas geradas pela opinião pública podem moldar as decisões dos magistrados, com destaque para a crítica ao discurso em detrimento do voto técnico.
  • Relação entre Publicidade e Justiça: Reflexão sobre a conquista da publicidade nas decisões judiciais e suas consequências, além da distinção necessária entre opinião pública e legitimidade das decisões.
  • Populismo Judicial: O fenômeno do populismo no Judiciário, onde decisões são guiadas para agradar a maioria, em detrimento dos direitos e garantias legais.
  • Consequências da Midialização: Como a midialização dos processos judiciais torna os magistrados suscetíveis à pressão da opinião pública, influenciando suas decisões e a cultura de justiça.
  • Crítica à Banalização da Justiça: A comparação entre o papel do judiciário e técnicas de marketing, evidenciando o perigo de transformar a prestação jurisdicional em um produto comercial.
  • Direitos e Garantias em Jogo: A necessidade de proteger os direitos fundamentais em um ambiente onde há uma pressão constante para atender aos anseios populares.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim
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Daniel Kessler de OliveiraDoutor e Mestre em Ciências Criminais - PUCRS. Professor de Direito Penal e Processual Penal - Feevale-RS. Advogado Criminalista.

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