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Artigos Conjur – Inteligência artificial e Direito: ensinando um robô a julgar

ARTIGO

Inteligência artificial e Direito: ensinando um robô a julgar

O artigo aborda a crítica à resistência de alguns juristas em aceitar a aplicação da Inteligência Artificial (IA) no campo jurídico, ressaltando erros e falácias na argumentação contrária ao seu uso. Os autores defendem que a IA deve servir como suporte às decisões judiciais, automatizando tarefas repetitivas e burocráticas, sem substituir o juiz, e destacam a importância da supervisão humana nesse processo. Além disso, enfatizam a necessidade de um debate aberto sobre as implicações éticas e...

Alexandre Morais da Rosa
04 set. 2020 32 acessos
Inteligência artificial e Direito: ensinando um robô a julgar
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a relação entre Inteligência Artificial (IA) e Direito, particularmente no uso de tecnologias para auxiliar decisões judiciais.

Primeiramente, discute-se a resistência à adoção da IA no âmbito jurídico, identificando a postura de rejeição irracional de alguns críticos que não compreendem as tecnologias propostas. O autor enfatiza a importância de reconhecer a IA como ferramenta auxiliar, e não como substituta dos juízes, destacando a necessidade de supervisão humana na operação. São mencionadas as limitações éticas e os riscos envolvidos no uso da IA, como vieses algorítmicos, além de criticas aos mitos de previsão de decisões jurídicas e de jurimetria como formas válidas de análise. O texto enfatiza que a automação deve ser utilizada para atividades repetitivas, permitindo aos profissionais do Direito concentrar esforços em questões mais complexas.

A proposta não descarta a interpretação humana, mas busca otimizar processos judiciais, como na pesquisa de jurisprudência e elaboração de documentos jurídicos. Também se menciona o surgimento de ferramentas já em uso no Judiciário brasileiro, evidenciando a necessidade de formação e entendimento por parte dos juristas para a implementação efetiva da IA. Finalmente, o autor conclama para um diálogo aberto sobre o potencial da tecnologia no campo jurídico, promovendo um trabalho conjunto entre tecnologia e Direito.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo de Alexandre Morais da Rosa sobre a interação entre Inteligência Artificial e Direito.

  • Oposição à Tecnologia no Direito: Análise da resistência à IA, caracterizada como "irrational rejectionism", a rejeição de pessoas sem experiência em tecnologia.
  • Uso Ético da IA: Exploração dos limites éticos da Inteligência Artificial e suas potencialidades na promoção de um processo judicial mais democrático.
  • Medo do Novo: Discussão sobre o receio em adotar novas tecnologias e a visão limitante do passado que impede aceitação de inovações.
  • Crítica à Substituição de Juízes: Esclarecimento de que a proposta visa o suporte ao trabalho judicial, e não a eliminação do julgamento humano.
  • A importância da Supervisão Humana: Exaltação da necessidade de revisão humana em decisões sugeridas por máquinas, garantindo a integridade do julgamento.
  • Distinção entre Jurimetria e Realismo Jurídico: Esclarecimento sobre a diferença entre a previsão de decisões baseadas em dados e a prática de realismo jurídico.
  • Automatização de Atividades Repetitivas: Proposta de automatizar tarefas burocráticas, liberando juízes para se concentrarem em casos mais complexos.
  • Vieses em Algoritmos vs. Vieses Humanos: Debate sobre a facilidade de controle dos vieses em algoritmos em comparação aos vieses subjetivos de juízes humanos.
  • Importância da Participação Democrática: Destacar a necessidade de participação ampla dos juristas na criação e supervisão dos algoritmos usados na Justiça.
  • Desenvolvimentos em IA na Justiça: Citação de diversas IAs já em operação ou em desenvolvimento que apoiam o funcionamento do Judiciário.
  • Recomendações Éticas: Apresentação de diretrizes para assegurar a transparência e responsabilidade no uso de IA no Judiciário, conforme a Resolução 332 CNJ.
  • Desenvolvimento de Projetos no Brasil: Exemplificação de iniciativas acadêmicas e de pesquisa sobre IA no Direito em instituições brasileiras.
  • A Evolução da Tecnologia no Direito: Enfoque na contínua integração da IA na rotina jurídica e suas aplicações práticas em escritórios e entidades públicas.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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