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Artigos Conjur – Podem os algoritmos racionalizar a cadeia de custódia digital?

ARTIGO

Podem os algoritmos racionalizar a cadeia de custódia digital?

O artigo aborda a aplicação de algoritmos na racionalização da cadeia de custódia digital no contexto da investigação criminal. Os autores discutem como a tecnologia pode melhorar a coleta e verificação de provas digitais, destacando a importância da paridade de armas tecnológicas entre acusação e defesa. Além disso, enfatizam a necessidade de uma supervisão judiciária rigorosa e a criação de diretrizes claras para garantir a eficácia e a integridade das evidências digitais.

Alexandre Morais da Rosa
02 abr. 2021 7 acessos
Podem os algoritmos racionalizar a cadeia de custódia digital?
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a interação entre tecnologia e investigação criminal, destacando a importância da cadeia de custódia digital e a necessidade de sua racionalização por meio de algoritmos.

Inicialmente, discute-se o impacto da tecnologia na atividade investigativa, ressaltando a desvantagem que profissionais desinformados enfrentam frente à evolução tecnológica e a necessidade de adoção de métodos digitais para eficientização do trabalho. Em seguida, o texto analisa a disparidade tecnológica entre acusação e defesa, especialmente na obtenção e controle de provas, e os desafios que a defesa enfrenta para garantir um contraditório significativo. A importância da cadeia de custódia das provas digitais é enfatizada, considerando a fragilidade dessas evidências frente à manipulação. O artigo propõe a criação de um checklist oficial para a cadeia de custódia digital, que deve ser integrado ao processo penal, e que os dados utilizados por algoritmos devem ser claros e bem documentados.

Além disso, é discutido o papel do Judiciário na supervisão de atividades algoritmicas e na fundamentação de decisões relacionadas à admissibilidade de provas. A proposta de melhorias para o uso de tecnologia na investigação criminal inclui garantir à defesa acesso a ferramentas que permitam a verificação da legalidade das provas apresentadas, assegurando, assim, a paridade de armas no processo penal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo “Podem os algoritmos racionalizar a cadeia de custódia digital?” de Luiz Eduardo Cani e Alexandre Morais da Rosa.

  • Uso da Tecnologia na Investigação Criminal: A importância de integrar ferramentas tecnológicas para melhorar a atividade investigativa, incluindo a construção de narrativas fundamentadas nas provas disponíveis.
  • Desafios da Cadeia de Custódia Digital: Discussão sobre a facilidade de manipulação das provas digitais e as implicações da cadeia de custódia no contexto legal atual.
  • Desigualdade Tecnológica: A disparidade entre a acusação e defesa no acesso a recursos tecnológicos e a influência disso na eficácia da defesa durante o processo penal.
  • Paridade de Armas: A necessidade de criar condições equitativas para ambas as partes no processo, garantindo que a defesa tenha acesso às mesmas ferramentas que a acusação.
  • Fundamentos da Cadeia de Custódia Digital: Exigências de documentação e verificação dos métodos utilizados na obtenção de provas, enfatizando a responsabilidade da acusação em demonstrar a licitude e validade da prova.
  • Implicações da Tecnologia em Decisões Judiciais: A importância de assegurar que as decisões baseadas em algoritmos sejam fundamentadas e transparentes, respeitando assim o devido processo legal.
  • Checklist da Cadeia de Custódia Digital: Proposta para a criação de um checklist oficial, que deve integrar o Código de Processo Penal, visando garantir a qualidade e a confiabilidade das provas digitais.
  • Supervisão Judicial e Controle: A necessidade de supervisão constante por parte do Judiciário em todas as etapas da coleta e análise de provas digitais, prevenindo abusos e garantindo o respeito ao contraditório.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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