O dilema moral do testamento vital à luz de algumas Teorias da Justiça
O artigo aborda o dilema moral enfrentado por uma médica, Hígia, ao lidar com um caso de emergência em que a paciente havia expressado, por meio de uma tatuagem e um bilhete, seu desejo de não ser reanimada. A autora explora as implicações da Resolução n°. 1.955/2012 do CFM sobre testamentos vitais e as tensões entre a ética médica, a autonomia do paciente e as diretrizes normativas, levando Hígia a uma profunda reflexão sobre vida, decisões médicas e responsabilidades. O texto destaca a comp...

O artigo aborda a complexa questão do testamento vital, explorando a situação de uma médica chamada Hígia, que se vê diante de um dilema ético e legal ao tentar salvar uma paciente cujo desejo, expresso em uma tatuagem e posteriormente confirmado em um bilhete, era não ser reanimada.
A narrativa foca na aplicação da Resolução n°. 1.955/2012 do CFM, que define as diretivas antecipadas de vontade do paciente, levando a reflexões sobre a autonomia do paciente e os deveres éticos do médico. O texto discute a tensão entre seguir o juramento de Hipócrates e respeitar os desejos do paciente em situações de emergência, evidenciando diferentes correntes filosóficas, como o positivismo, que enfatiza a importância do cumprimento de normas legais, e o libertarianismo, que defende a autonomia individual sem paternalismo estatal.
A autora também menciona a teoria das virtudes e o papel do bem comum nas decisões médicas. O desfecho revela as consequências legais da decisão da médica, refletindo sobre a responsabilidade civil e a proteção da autonomia do paciente, fazendo com que o leitor questione até que ponto as diretrizes formais podem se sobrepor a considerações éticas e humanas em situações de vida ou morte.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "O dilema moral do testamento vital à luz de algumas Teorias da Justiça" por Tiago Gagliano Pinto Alberto.
- Contexto do Testamento Vital: Discussão sobre o conceito de testamento vital e a Resolução nº 1.955/2012 do CFM, que regula as diretivas antecipadas de vontade dos pacientes.
- Experiência de Hígia: Relato da médica Hígia, que enfrenta um dilema moral ao atender uma paciente que explicitamente não deseja ser reanimada, conforme uma tatuagem e bilhete encontrados.
- Direito à Autonomia: Análise da questão da autonomia do paciente e do direito de recusar tratamento médico, conforme a corrente libertária que defende a posse de si mesmo.
- Conflito entre Ética e Legalidade: Exploração do conflito entre o juramento de Hipócrates da médica e as diretrizes do CFM, refletindo sobre a ética médica em situações emergenciais.
- Decisão sob Pressão: A luta interna de Hígia entre respeitar a vontade da paciente e agir para salvar uma vida, representando diferentes teorias de justiça e a função do Estado.
- Resolução n°. 1.955/2012 do CFM: Discussão sobre a legalidade e a interpretação das diretivas antecipadas de vontade e a necessidade de uma lei formal que regulamente o tema.
- Resultados da Ação: Impacto das decisões tomadas por Hígia e suas consequências, incluindo uma ação judicial proposta pela paciente após recuperação.
- Teorias da Justiça: Avaliação das implicações filosóficas da decisão de Hígia, incluindo referências a teorias libertárias, positivistas, jusnaturalistas e da ética das virtudes.
Autores na comunidade
Sobre os experts
Professores e especialistas que conduziram este conteúdo
Explore
Indicações relacionadas a este conteúdo















Não perca este conteúdo
Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.