Por que nos jogos processuais não existe a natureza das coisas?
O artigo aborda a transformação do pensamento de Wittgenstein sobre a linguagem, destacando a transição do conceito de proposição como representação estática para sua compreensão como hipóteses dependentes do contexto e das formas de vida. Essa mudança reflete na busca por significados mais fluidos e situacionais, afastando-se da ideia de verdades absolutas. Ao considerar o processo penal como um jogo de linguagem, o autor propõe uma rejeição da busca por essências jurídicas fixas, enfatizand...

O artigo aborda a evolução do pensamento de Ludwig Wittgenstein, destacando sua transição do 'Tractatus Lógico-Philosophicus' para as 'Investigações Filosóficas', onde a proposição deixa de ser uma representação fixa e passa a ser vista como dependente do contexto e dos jogos da linguagem.
Explora a ideia de que o significado é dinâmico e sujeito a mudanças, em função das interações sociais e das práticas linguísticas, questionando a busca por significações absolutas. Wittgenstein sugere que a linguagem é parte das ‘formas de vida’, enfatizando a relação sujeito-sujeito em vez de sujeito-objeto. O texto também discute a impossibilidade de uma resposta definitiva sobre o significado das palavras, já que elas dependem de seus usos contextuais e históricos, e critica a busca por conceitos eternos que não se sustentam numa análise rigorosa.
A importância da viragem linguística e dos processos cognitivos é destacada, assim como a necessidade de entender o processo penal como um jogo, em vez de buscar essências fixas. Finaliza com um alerta sobre a incessante busca de elucidações que podem sempre ser expandidas, ilustrando uma perspectiva hermenêutica baseada na flexibilidade da linguagem.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais temas abordados no artigo "Por que nos jogos processuais não existe a natureza das coisas?" de Alexandre Morais da Rosa.
- Evolução do Pensamento de Wittgenstein: Análise da transição do Tractatus Lógico-Philosophicus para as Investigações Filosóficas, onde a proposição deixa de ser uma representação fixa e torna-se uma hipótese dinâmica.
- Relação Sujeito-Objeto vs. Sujeito-Sujeito: A mudança na percepção da relação entre sujeito e objeto, passando a incluir a interação social e o contexto das linguagem.
- Significado da Linguagem: A afirmação de que o significado das palavras é dependente de seus usos em contextos dinâmicos, e não de uma essência fixa.
- Desafios da Linguagem: A complexidade e a vaguidade da linguagem, que não conseguem ser totalmente delimitadas, pedindo-se apenas compreensão mútua entre os falantes.
- Crítica ao Conceito de Natureza Jurídica: Rejeição da busca metafísica por significados eternos das "naturezas jurídicas das coisas", afirmando a impossibilidade de um referente primevo.
- Viragem Linguística: A importância da linguagem na compreensão dos processos cognitivos e seus riscos, sugerindo uma nova abordagem no entendimento do processo penal como um jogo.
- Superação do Relativismo: A proposta de uma hermenêutica filosófica que vai além do relativismo e da essência, buscando compreender a dinâmica da linguagem em contextos práticos.
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