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Artigos Conjur – Por que nos jogos processuais não existe a natureza das coisas?

ARTIGO

Por que nos jogos processuais não existe a natureza das coisas?

O artigo aborda a transformação do pensamento de Wittgenstein sobre a linguagem, destacando a transição do conceito de proposição como representação estática para sua compreensão como hipóteses dependentes do contexto e das formas de vida. Essa mudança reflete na busca por significados mais fluidos e situacionais, afastando-se da ideia de verdades absolutas. Ao considerar o processo penal como um jogo de linguagem, o autor propõe uma rejeição da busca por essências jurídicas fixas, enfatizand...

Alexandre Morais da Rosa
17 jan. 2015 21 acessos
Por que nos jogos processuais não existe a natureza das coisas?
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a evolução do pensamento de Ludwig Wittgenstein, destacando sua transição do 'Tractatus Lógico-Philosophicus' para as 'Investigações Filosóficas', onde a proposição deixa de ser uma representação fixa e passa a ser vista como dependente do contexto e dos jogos da linguagem.

Explora a ideia de que o significado é dinâmico e sujeito a mudanças, em função das interações sociais e das práticas linguísticas, questionando a busca por significações absolutas. Wittgenstein sugere que a linguagem é parte das ‘formas de vida’, enfatizando a relação sujeito-sujeito em vez de sujeito-objeto. O texto também discute a impossibilidade de uma resposta definitiva sobre o significado das palavras, já que elas dependem de seus usos contextuais e históricos, e critica a busca por conceitos eternos que não se sustentam numa análise rigorosa.

A importância da viragem linguística e dos processos cognitivos é destacada, assim como a necessidade de entender o processo penal como um jogo, em vez de buscar essências fixas. Finaliza com um alerta sobre a incessante busca de elucidações que podem sempre ser expandidas, ilustrando uma perspectiva hermenêutica baseada na flexibilidade da linguagem.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Por que nos jogos processuais não existe a natureza das coisas?" de Alexandre Morais da Rosa.

  • Evolução do Pensamento de Wittgenstein: Análise da transição do Tractatus Lógico-Philosophicus para as Investigações Filosóficas, onde a proposição deixa de ser uma representação fixa e torna-se uma hipótese dinâmica.
  • Relação Sujeito-Objeto vs. Sujeito-Sujeito: A mudança na percepção da relação entre sujeito e objeto, passando a incluir a interação social e o contexto das linguagem.
  • Significado da Linguagem: A afirmação de que o significado das palavras é dependente de seus usos em contextos dinâmicos, e não de uma essência fixa.
  • Desafios da Linguagem: A complexidade e a vaguidade da linguagem, que não conseguem ser totalmente delimitadas, pedindo-se apenas compreensão mútua entre os falantes.
  • Crítica ao Conceito de Natureza Jurídica: Rejeição da busca metafísica por significados eternos das "naturezas jurídicas das coisas", afirmando a impossibilidade de um referente primevo.
  • Viragem Linguística: A importância da linguagem na compreensão dos processos cognitivos e seus riscos, sugerindo uma nova abordagem no entendimento do processo penal como um jogo.
  • Superação do Relativismo: A proposta de uma hermenêutica filosófica que vai além do relativismo e da essência, buscando compreender a dinâmica da linguagem em contextos práticos.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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