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Será que juiz com fome julga diferente?

O artigo aborda a influência de fatores externos, como fome e cansaço, na decisão judicial, analisando se juízes em estados físicos adversos julgam de forma diferente. Baseando-se em estudos de psicologia cognitiva, os autores discutem como emoções e pré-compreensões pessoais afetam o raciocínio jurídico, questionando a ideia de uma decisão puramente racional. A reflexão culmina na necessidade de reconhecer a subjetividade dos juízes na tomada de decisões, enfatizando a importância de uma abo...

28 jun. 2015 8 acessos
Será que juiz com fome julga diferente?
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a influência de fatores externos, como fome e cansaço, na tomada de decisões judiciais, questionando se juízes em condições adversas julgam de maneira diferente.

Os autores, Alexandre de Morais da Rosa e Giseli Caroline Tobler, ressaltam a relevância da Psicologia Cognitiva na teoria da decisão, enfatizando que decisões judiciais não são isentas de emoções e crenças pessoais, evidenciadas na noção de decisões inautênticas. Com base em estudos, como o de juízes em Israel, destacam a queda nas taxas de aprovação de pedidos de condicional conforme o tempo passado desde a última refeição. Além disso, discutem os estados mentais do juiz, suas pré-compreensões e a subjetividade que interfere no julgamento, mostrando como aspectos pessoais como idade, religião e experiências de vida contribuem para a formação de opiniões e decisões.

O texto propõe uma reflexão sobre a necessidade de superar a neutralidade ingênua na função judicial e a importância do Novo CPC como um caminho para decisões mais justas. Em última análise, apontam que as ideologias, preconceitos e condições subjetivas do juiz moldam a valoração das provas e o resultado dos julgamentos, sugerindo que o juiz deve estar ciente de suas limitações e influências na deliberação.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Será que juiz com fome julga diferente?" por Alexandre de Morais da Rosa e Giseli Caroline Tobler.

  • Influências externas na decisão judicial: Discussão sobre como fatores como fome e dor afetam a atenção e a tomada de decisão dos juízes.
  • Experimentos de Kahneman: Análise de estudo mostram como a fome e o cansaço de juízes impactam a taxa de aprovação de pedidos de condicional.
  • Decisões inautênticas: Exploração do conceito de decisões inautênticas e armadilhas da cognição na justiça, conforme Lenio Streck.
  • Subjetividade do juiz: Reflexões sobre a influência das experiências pessoais, emoções e ideologias na tomada de decisão judicial.
  • Impacto das pré-compreensões: Como as pré-compreensões do juiz afetam o julgamento e a valoração das provas.
  • Pressão externa e intuições: Impacto de intuições e pré-compreensões do juiz que podem desvirtuar uma decisão racional.
  • Autonomia e neutralidade: Questão sobre a concepção do juiz como uma figura neutra e a dificuldade em separar emoções da função judicial.
  • Limitações e auto-consciência: Importância do juiz reconhecer suas próprias limitações e influências externas durante a decisão.
  • Reflexões finais: Consideração sobre como críticas devem ser feitas com compreensão das influências que afetam a escolha do juiz.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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