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Artigos Empório do Direito – Em modelo processual penal delatório, alcaguete arrependido é a solução?

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ARTIGO

Em modelo processual penal delatório, alcaguete arrependido é a solução?

O artigo aborda a discussão sobre a natureza inquisitorial do processo penal brasileiro, destacando a prevalência da delação como técnica de investigação. Os autores, Alexandre de Morais da Rosa e Maurilio Casas Maia, analisam as influências históricas e éticas da delação, ressaltando suas raízes inquisitoriais e os riscos de um sistema judicial que prioriza a eficiência em detrimento dos direitos fundamentais. Além disso, questionam se o Brasil caminha para um modelo neoinquisitorial, enfati...

Alexandre Morais da Rosa, Maurilio Casas Maia
21 fev. 2016 18 acessos
Em modelo processual penal delatório, alcaguete arrependido é a solução?
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexidade do modelo processual penal brasileiro, questionando se ele é realmente acusatório ou se possui características inquisitoriais, com foco especial na prática da delação.

Os autores, Alexandre de Morais da Rosa e Maurilio Casas Maia, iniciam com uma nota introdutória sobre a delação como técnica inquisitorial, traçando suas raízes históricas e comparando-a a modelos processuais modernos. Discute-se a figura do delator e a delação premiada, com ênfase em sua influência sobre a ética e a investigação criminal, destacando a transformação do processo penal em um ambiente que prioriza resultados a qualquer custo, muitas vezes à custa da justiça.

A análise avança para examinar casos históricos da Inquisição no Brasil, como o de Antônio de Sá Tinoco, ilustrando os riscos da delação e sua falta de confiabilidade ao se buscar verdades judiciais. Por fim, o texto alerta para a possibilidade de um processo penal brasileiro se tornar neoinquisitorial, levantando questões sobre a ética e a legitimidade das delações, e conclui perguntando que tipo de processo penal se deseja para o país.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Em modelo processual penal delatório, alcaguete arrependido é a solução?" por Alexandre de Morais da Rosa e Maurilio Casas Maia.

  • Nota Introdutória sobre Delação: Exploração do modelo processual penal brasileiro, questionando se é acusatório, inquisitório ou misto, focando na delação como técnica inquisitorial predominante.
  • Delação Brasileira e Influências Inquisitoriais: Discussão sobre a crescente importância da figura do delator no Processo Penal brasileiro, suas origens anglo-inquisitoriais e implicações éticas.
  • Crítica à Delação Premiada: Análise da delação premiada como um atalho na investigação penal, levando à reflexão sobre a ética e o impacto na eficácia do processo.
  • Estudo do Caso Antônio de Sá Tinoco: Exame de um caso histórico de delação na Inquisição brasileira, mostrando a falta de confiabilidade dos mecanismos de obtenção de delações.
  • Riscos do Processo Penal Delatório: Reflexão sobre os perigos de um processo dominado pela delação e suas consequências potenciais para a justiça e a verdade.
  • Concluindo sobre o Estado Atual do Processo Penal: Considerações sobre a transformação do Processo Penal brasileiro em uma estrutura neoinquisitorial e questionamentos sobre o futuro desejado.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Maurilio Casas MaiaDefensor Público e Professor da Universidade Federal do Amazonas desde 2013. Doutor em Direito Constitucional (UNIFOR) e Mestre em Ciências Jurídicas (UPFB).

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