“delitos de acumulação e proteção ambiental” – breves comentários sobre o livro de décio franco david - por paulo silas taporosky filho
O artigo aborda a obra de Décio Franco David, que analisa a legitimação da tutela do meio ambiente em delitos de acumulação, propondo uma perspectiva que integra teorias antropocêntrica e ecocêntrica. O autor examina a materialidade do bem jurídico ambiental por meio de contribuições filosóficas e teóricas, destacando a interação entre Direito Penal e Administrativo. A proposta é relevante para o fortalecimento do debate e desenvolvimento da dogmática penal em relação à proteção ambiental.

O artigo aborda os "delitos de acumulação e proteção ambiental" a partir da análise do livro de Décio Franco David, destacando a busca por critérios de legitimação da tutela ambiental em casos de delitos de acumulação.
O texto inicia com uma discussão sobre a importância da proteção ambiental, apresentando as teorias antropocêntrica, ecocêntrica e a antropocêntrica jurídica ecológica, adotando esta última como base para fundamentar a tutela do meio ambiente. Em seguida, explora a inter-relação entre o homem e a natureza, utilizando a filosofia de Heidegger para justificar a materialidade do bem jurídico ambiental. O autor também aborda a dificuldade enfrentada na dogmática penal para justificar a punição de condutas ambientalmente insignificantes que, somadas, podem causar danos significativos.
A análise inclui propostas de diversos teóricos, culminando na proposta de Fábio Roberto D’Ávila sobre a técnica dos delitos de acumulação e o cuidado em contextos instáveis. Por último, o texto destaca a relação entre o Direito Penal e o Direito Administrativo, defendendo uma dependência mútua para a definição da cláusula mínima em contextos instáveis, sem confundir os injustos penal e administrativo, enfatizando a relevância da obra para o debate sobre direito penal e meio ambiente.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Delitos de Acumulação e Proteção Ambiental" por Paulo Silas Taporosky Filho.
- Legitimação da tutela ambiental: Discussão sobre os critérios necessários para validar a proteção do meio ambiente em crimes de acumulação.
- Teorias sobre proteção ambiental: Análise das teorias antropocêntrica, ecocêntrica e antropocêntrica jurídica ecológica, com foco na última como a base para a proteção penal ambiental.
- Materialidade do bem jurídico: Exploração da relação entre homem e natureza e a necessidade de reinterpretação dessa relação para legitimar a tutela penal do meio ambiente.
- Referencial humano: Reflexão sobre como a filosofia de Heidegger pode demonstrar a importância do bem jurídico ambiental nas relações humanas.
- Desafios na dogmática: Identificação das dificuldades na justificativa da punição de condutas ambientais de baixo impacto que, quando acumuladas, causam danos significativos.
- Propostas teóricas: Avaliação das teorias de Lothar Kuhlen, Wolgang Wohlers, Andrew von Hirsh, Roland Hefendehl e Pierpaolo Cruz Bottini em relação à matéria ambiental.
- Modelo de acertamento de delitos de acumulação: Análise da proposta de Fábio Roberto D’Ávila sobre os delitos de acumulação em contextos de perigo instável.
- Aplicabilidade da hipótese de acertamento: Verificação da proposta em consonância com a estrutura dogmática do crime e princípios como culpabilidade e adequação social.
- Assessoriedade administrativa: Discussão sobre a relação entre Direito Penal e Direito Administrativo na determinação prévia de condutas em contextos instáveis.
- Contribuições para o debate: Relevância do trabalho de Décio Franco David para o avanço da dogmática penal e a promoção de diálogo no campo da proteção ambiental.
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