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Artigos Conjur – Quando a “Cinderela” do processo penal ganha novas roupas?

ARTIGO

Quando a “Cinderela” do processo penal ganha novas roupas?

O artigo aborda a relação entre o processo penal e o processo civil, retratando o primeiro como a "Cinderela" das ciências processuais, frequentemente relegada a segundo plano. Os autores discutem a necessidade de reconhecer as especificidades do processo penal, mesmo diante das inovações trazidas pelo novo Código de Processo Civil, enfatizando a autonomia necessária para preservar os direitos fundamentais no âmbito penal. Além disso, propõem um diálogo respeitoso entre as duas áreas, buscand...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
28 jul. 2017 17 acessos
Quando a “Cinderela” do processo penal ganha novas roupas?

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a relação entre as ciências do Direito Penal, do Processo Penal e do Processo Civil, enfatizando a marginalização histórica do Processo Penal em comparação com suas irmãs, que são vistas como mais desenvolvidas e atraentes.

A metáfora da "Cinderela" é utilizada para ilustrar essa situação, onde o Processo Penal necessita de uma renovação que o permita adquirir "novas roupas" em face das inovações trazidas pelo novo Código de Processo Civil (CPC). Discussões são feitas sobre a superação da visão tradicional do processo como uma mera "lide", reconhecendo a necessidade de autonomia do Processo Penal. A interação entre os dois ramos do Direito é destacada, principalmente sob a nova perspectiva das decisões consensuais e o poder geral de cautela, sem esquecer a especificidade do Processo Penal. O texto também aborda a necessidade de formar um diálogo respeitoso entre esses campos, levando em consideração os princípios que os diferenciam, como a natureza da liberdade individual no Processo Penal, que não deve ser confundida com o conceito de "bem da vida" típico do Processo Civil.

Além disso, é enfatizado que a evolução democrática do Processo Penal pode se beneficiar das inovações do novo CPC, ao mesmo tempo em que se alerta para a importância de preservar as particularidades e garantias do processo penal. Por fim, o autor sugere um desafio: construir um diálogo produtivo e respeitoso entre as duas áreas do Direito, enfrentando as novas demandas que surgem e reconhecendo a complexidade desse relacionamento.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Quando a 'Cinderela' do processo penal ganha novas roupas?", escrito por Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa.

  • Metáfora da Cinderela: O processo penal é comparado a Cinderela, que sempre foi preterida em relação ao processo civil, utilizando-se de "roupas" que não lhe pertencem.
  • Autonomia do Processo Penal: Defende-se a necessidade de superar a visão tradicional de "lide" do processo civil, buscando a autonomia do processo penal sem desconsiderar os diálogos necessários entre as duas áreas.
  • Impacto do Novo Código de Processo Civil: A revolução trazida pelo novo CPC nas teorias do processo e a necessidade de refletir sobre quais institutos podem ser adaptados ao processo penal.
  • Princípios Distintos: A defesa da ideia de que não se pode aplicar indistintamente normas do processo civil ao penal, respeitando as particularidades e garantias do processo penal.
  • Construção de Diálogo Respeitoso: A proposta de um diálogo entre o processo civil e o penal que respeite suas diferenças, sem que um prevaleça sobre o outro.
  • Novas Demandas do Processo Penal: A discussão sobre como o novo CPC pode contribuir para solucionar demandas contemporâneas do processo penal, especialmente no campo da justiça negocial.
  • Desafios do Novo Contexto Processual: Reconhecimento da complexidade de se adaptar às novas exigências processuais e a importância do preparo técnico dos profissionais envolvidos.
  • Respeito às Regras do Jogo: Enfatiza a importância do Princípio da Legalidade e a luta pelo respeito às regras processuais no contexto penal.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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