Acordo de não persecução penal: Direito subjetivo do inculpado (?)
O artigo aborda a introdução do Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) pela Lei 13.964/2019, analisando seu impacto no Direito Penal brasileiro e questionando se sua proposta é uma faculdade do Ministério Público ou um direito subjetivo do inculpado. Os autores, Jorge Henrique Schaefer Martins e Jorge Henrique Goulart Schaefer Martins, discutem os requisitos legais para a aplicação do ANPP e as condições nas quais o acordo pode ser oferecido, além das controvérsias interpretativas que surgem e...

O artigo aborda a introdução do acordo de não persecução penal (ANPP) na legislação brasileira com a Lei 13.964 de 2019, descrevendo sua função como uma alternativa que permite a resolução de casos penais sem a necessidade de um processo formal, enfatizando que essa ferramenta é aplicável quando há reconhecimento da autoria e a ausência de violência ou grave ameaça.
Discute também as condições que devem ser atendidas para a proposta do ANPP, incluindo a confissão do inculpado, e as circunstancias que excluem sua concessão. Os autores ressaltam a diferença do ANPP em relação a outros institutos como a conciliação e a transação penal, bem como analisam a controvérsia sobre se a proposição do acordo é um direito subjetivo do inculpado ou uma faculdade do Ministério Público.
Além disso, o artigo menciona as questões polêmicas relacionadas ao ANPP que emergem da aplicação prática e interpretação da nova norma, deixando em aberto a análise de suas implicações no direito intertemporal e no funcionamento do sistema penal brasileiro.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Acordo de não persecução penal: Direito subjetivo do inculpado (?)" por Jorge Henrique Schaefer Martins e Jorge Henrique Goulart Schaefer Martins.
- Introdução ao Acordo de Não Persecução Penal (ANPP): Contextualização histórica da introdução do ANPP no Brasil e sua relação com as leis anteriores, como a Lei dos Juizados Especiais.
- Diretrizes do ANPP: Explicação sobre o artigo 28-A do CPP, que estabelece as condições para a proposta do acordo pelo Ministério Público e os requisitos necessários para sua adoção.
- Condições do Acordo: Detalhamento das condições que podem ser aplicadas cumulativa ou alternativamente, conforme os incisos do artigo mencionado.
- Hipóteses de exclusão: Discussão sobre quando a concessão do ANPP não é permitida, conforme o parágrafo 2º do artigo 28-A do CPP.
- Implicações práticas do ANPP: Análise dos efeitos do ANPP na prática, com foco na possibilidade de evitar o processo penal para aqueles que reconhecem a autoria do crime e aceitam as condições do acordo.
- Natureza do Direito ao ANPP: Debate se a proposta do acordo é uma faculdade do Ministério Público ou um direito subjetivo do inculpado, considerando os requisitos legais para sua consideração.
- Desafios interpretativos: Apresentação de controvérsias e questões pendentes relacionadas à aplicação do ANPP, como sua validade em processos em andamento e em ações privadas.
Autores na comunidade
Sobre os experts
Professores e especialistas que conduziram este conteúdo
Explore
Indicações relacionadas a este conteúdo





Não perca este conteúdo
Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.





