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Artigos Migalhas – A interpretação dos fatos por juízes autistas: Algumas implicações cognitivas e jurídicas

ARTIGO

A interpretação dos fatos por juízes autistas: Algumas implicações cognitivas e jurídicas

O artigo aborda a atuação de juízes autistas no sistema de justiça, discutindo como suas particularidades cognitivas podem influenciar a interpretação de depoimentos e a valoração probatória. A pesquisa sugere que, enquanto juízes neurotípicos tendem a associar expressividade emocional à veracidade, juízes autistas focam em detalhes factuais e evidências documentais, o que pode levar a decisões mais objetivas e justa em casos judiciais. A inclusão de magistrados autistas não só promove a dive...

Tiago Gagliano
14 nov. 2025
A interpretação dos fatos por juízes autistas: Algumas implicações cognitivas e jurídicas

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Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a interpretação dos fatos por juízes autistas e suas implicações cognitivas e jurídicas, apresentando diversos temas centrais.

Primeiramente, discorre sobre a atuação de juízes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), evidenciando como suas características cognitivas podem afetar a valoração de depoimentos, especialmente no que se refere à percepção de testemunhas autistas em comparação às neurotípicas. Em seguida, explora a psicologia do testemunho, destacando que o diagnóstico de autismo pode influenciar positivamente a percepção de jurados sobre a confiabilidade de testemunhas autistas. O artigo também analisa como a interpretação literal da linguagem e a atenção aos detalhes factuais nas decisões judiciais por juízes autistas podem levar a resultados mais objetivos e bem fundamentados.

Além disso, discute a distinção entre empatia cognitiva e emocional, enfatizando que juízes autistas podem compreender o sofrimento alheio de maneira racional, implicando uma possível vantagem em termos de imparcialidade judicial. Por fim, o texto destaca as implicações jurídicas e epistemológicas da presença de juízes autistas, sugerindo a necessidade de políticas inclusivas no sistema de justiça e promovendo uma reflexão sobre a diversidade cognitiva como um elemento enriquecedor para a prática judicial.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A interpretação dos fatos por juízes autistas: Algumas implicações cognitivas e jurídicas" por Tiago Gagliano Pinto Alberto.

  • Percepção e narrativa testemunhal: A diferença na forma de relato entre testemunhas autistas e neurotípicas, destacando como a interpretação dos juízes pode ser afetada por essas diferenças na comunicação.
  • Papel dos juízes autistas na justiça: Reflexões sobre a diversidade cognitiva e suas implicações na valoração probatória, enfatizando a importância de entender as características comunicacionais dos juízes com TEA.
  • Psicologia do testemunho e autismo: Como o diagnóstico de autismo pode influenciar a percepção das testemunhas autistas por jurados, e a importância de um rótulo diagnóstico para a interpretação adequada das declarações.
  • Ambiente investigativo para suspeitos autistas: O impacto da sobrecarga sensorial e ansiedade no desempenho de suspeitos autistas durante interrogatórios.
  • Teoria da mente e empatia: A distinção entre empatia cognitiva e emocional em indivíduos com TEA, e suas consequências na prática judicial.
  • Atenção aos detalhes e foco em fatos: Como a orientação para detalhes factuais pode resultar em decisões mais objetivas e menos influenciadas por estereótipos comportamentais.
  • Interpretação literal da linguagem: A busca por precisão e clareza na comunicação processual e as dificuldades com metáforas e expressões idiomáticas.
  • Preferência por previsibilidade e estrutura: Como a valorização das etapas processuais pode proporcionar maior segurança jurídica, impactando decisões judiciais.
  • Implicações jurídicas da neurodiversidade: A necessidade de políticas inclusivas e formação contínua para juízes sobre neurociência e diversidade cognitiva, promovendo um Judiciário mais acessível.
  • Democratização cognitiva do Judiciário: A importância de reconhecer e respeitar diferentes estilos cognitivos para fortalecer a legitimidade das decisões judiciais.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Tiago GaglianoPós-doutorado em Direito (PUCPR e Universidad León-ES), em Psicologia do Testemunho (PUC-RS) e em Ontologia e Epistemologia (PUCPR). Doutor em Direito (UFPR). Professor (stricto e lato sensu) e Juiz de Direito (TJPR).

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